Gotas de Luz

“O essencial é que o homem aplique o Espiritismo no seu aperfeiçoamento moral. O mais é apenas curiosidade estéril e quase sempre orgulhosa, cuja satisfação não o faria avançar sequer um passo. O único meio de avançar é tornar-se melhor.”   Allan Kardec – O Livro dos Médiuns – Primeira Parte Cap. IV item 51

 



“Por isso dizemos que quem desejar estudar seriamente esta ciência ( o Espiritismo), deve aprofundar-se bastante e durante longo tempo, pois só o tempo lhe permitirá perceber os detalhes, notar as nuanças delicadas, observar uma infinidade de fatos característicos que serão como raios luminosos. Mas se permanecer na superfície expõe-se a julgar prematuramente e, portanto de maneira errônea.”  Allan Kardec – O Livro dos Médiuns – Primeira Parte Cap. IV item 49

“É realmente curioso notar que os contraditores buscam coisas cem vezes mais extraordinárias e difíceis de se admitirem/ do que as que combatem como inadmissíveis.” Allan Kardec - O Que É O Espiritismo - “Falsas Explicações dos Fenômenos”

“O estudo prévio da teoria tem ainda a vantagem de mostrar imediatamente a grandeza do objetivo e o alcance desta Ciência. Aquele que se inicia vendo uma mesa girar ou bater pode inclinar-se à zombaria, porque dificilmente imaginaria que de uma mesa possa sair uma doutrina regeneradora da Humanidade.”  Allan Kardec – LM item 32 – Cap. 3 Primeira Parte – Método.

“Dissemos que o Espiritismo é toda uma Ciência, toda uma Filosofia. Quem desejar conhecê-lo seriamente deve pois, como primeira condição, submeter-se a um estudo sério e persuadir-se de que, mais do que qualquer outra ciência, não se pode aprendê-lo brincando.” Allan Kardec   –   LM – Cap. 3 – item 18.

[...] O Espiritismo faz ver as coisas de tão alto que a vida terrena perde três quartas partes de sua importância e o homem não mais se perturba tanto com as suas tribulações. Daí mais coragem nas aflições, mais moderação nos desejos e daí também o afastamento do desejo de abreviar a vida, porque a ciência espírita ensina que pelo suicídio se perde sempre o que se pretendia ganhar. [...] Allan Kardec – OLE – Conclusão

Erasto fala em uma artigo da RE - Epidemia Demoniaca em Savoie "O espírito precursor já está encarnado, logo pois o desenvolvimento completo desta doutrina que tomou como divisa, fora da caridade não há salvação "

[...] (O Espiritismo) fala uma linguagem clara, sem ambiguidades; nada há nele de místico, nada de alegorias suscetíveis de falsas interpretações. Ele quer ser compreendido por todos porque chegaram os tempos de se fazer que os homens conheçam a verdade. [...]  Allan Kardec – OLE – Conclusão – Item 6.

[...] “A verdadeira Doutrina Espírita está no ensinamento dado pelos Espíritos, e os conhecimentos que esse ensinamento encerra são muito sérios para serem adquiridos por outro modo que não por um estudo profundo e continuado, feito no silêncio e no recolhimento.” [...]  Allan Kardec – OLE – Introdução – item 17 – Preenchendo os Vazios do Espaço.

Todo efeito tem uma causa. Todo efeito inteligente tem uma causa inteligente. O poder da causa inteligente está na razão da grandeza do efeito.
“Eu vo-lo digo, todo edifício que não está assentado sobre a única base sólida: a verdade, cairá, porque só a verdade pode desafiar o tempo e triunfar de todas as utopias.”  Erasto (Revista Espírita – Dez. 1983 – Os Conflitos)

“Ah! sei que a virtude é difícil; mas não queremos nem pedimos o impossível. A boa vontade nos basta quando ela é acompanhada do desejo de fazer o melhor.”   Erasto (Revista Espírita – Dez. 1983 – Os Conflitos)
O Livro dos Espíritos questão 182. Podemos conhecer exatamente o estado físico e moral dos diferentes mundos?
Resposta: — Nós, Espíritos, não podemos responder senão na medida do vosso grau de evolução. Quer dizer que não devemos revelar estas coisas a todos porque nem todos estão em condições de compreendê-las, e elas os perturbariam.

[...] "A soma da felicidade futura está na razão da soma do bem que tiver feito; a da infelicidade, na razão do mal e dos infelizes que se tenham feito." [...] Questão 988 de O Livro dos Espíritos - Trad. J. Herculano Pires - Editora Edicel

“A crença no Espiritismo ajuda o homem a se melhorar ao lhe fixar as ideias sobre determinados pontos do futuro; ela apressa o adiantamento dos indivíduos e das massas porque permite considerarmos o que seremos um dia: é, pois, um ponto de apoio, uma luz que nos guia. O Espiritismo ensina a suportar as provas com paciência e resignação, desvia o homem da prática dos atos que podem retardar-lhe a felicidade futura, e é assim que contribui para a sua felicidade. Mas nunca se disse que sem ele não se possa atingi-la.”  Allan Kardec  (OLE – Livro Quatro – Cap. 2 – item 4 – Natureza das Penas e dos Gozos Futuros)

“A consequência da vida futura se traduz na responsabilidade dos nossos atos. A razão e a justiça nos dizem que, na distribuição da felicidade a que todos os homens aspiram os bons e os maus não poderiam ser confundidos. Deus não pode querer que uns gozem dos bens sem trabalho e outros só o alcancem com esforço e perseverança.”  Allan Kardec  ( OLE – Livro Quatro – Cap. II – item 2 – Intuição das Penas e dos Gozos Futuros)

“Eu vos digo, velai, orai, estendei a mão aos infelizes, abri-lhe os olhos que estão fechados; que vossos corações e vossos braços estejam abertos a todos sem exceção. Espíritas, vossa tarefa é bela! o que há de mais belo, de mais consolador, do que esse pacto de união entre os vivos e os mortos? Que imensos serviços poderemos nos dar mutuamente! Por vossas preces a Deus, falando do fundo do coração, muito podeis para o alívio das almas que sofrem, e quanto o benefício é doce ao coração daquele que o pratica! Que tocante harmonia senão a das bênçãos que tereis merecido! Ainda uma vez, orai elevando vossa alma ao céu, e ficai persuadidos de que cada uma de vossas preces será escutada e abrandará uma dor.” (Revista Espírita – Dez. 1863 – O Espiritismo na Argélia – pelo Espírito São José)

“ Toda paixão que aproximou o homem da natureza animal distancia-o da natureza espiritual.”  Allan Kardec  O Livro dos Espíritos – item 2 – Das Paixões – Cap. XII – Perfeição Moral

“Certo que Deus nos criou para sermos felizes na eternidade, mas a vida terrena deve servir unicamente para o nosso aperfeiçoamento moral, o qual se conquista mais facilmente com a ajuda do corpo e do mundo material. “Certo que Deus nos criou para sermos felizes na eternidade, mas a vida terrena deve servir unicamente para o nosso aperfeiçoamento moral, o qual se conquista mais facilmente com a ajuda do corpo e do mundo material. “Certo que Deus nos criou para sermos felizes na eternidade, mas a vida terrena deve servir unicamente para o nosso aperfeiçoamento moral, o qual se conquista mais facilmente com a ajuda do corpo e do mundo material. “É com a caridade por guia que o Espiritismo caminha para a conquista do mundo.” Allan Kardec – Viagem Espírita em 1862 – Terceiro Discurso – pág. 97.


O Livro dos Espíritos questão 886. Qual o verdadeiro sentido da palavra caridade, como a entendia Jesus?
— Benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições alheias, perdão das ofensas.

“Não abandonamos sem dor o que possuímos com prazer” Sto Agostinho

“A vida corpórea lhe é dada para purgar-se de suas imperfeições através das provas que nela sofre, e são precisamente essas imperfeições que o tornam mais fraco e mais acessível às sugestões de outros Espíritos imperfeitos, que se aproveitam do fato para fazê-lo sucumbir na luta que empreendeu. Se ele sai vitorioso dessa luta, se eleva; se fracassa, continua a ser o que era, nem pior, nem melhor: é a prova que terá de recomeçar e para o que ainda poderá demorar muito tempo na condição em que se encontra. Quanto mais ele se depura, mais diminuem as suas fraquezas e menos acessível se torna aos que o solicitam para o mal. Sua força moral cresce na razão da sua elevação e os maus Espíritos se distanciam dele.” Allan Kardec Cap. 10  Lei de Liberdade Item 8 - Resumo Teórico do Móvel das Ações Humanas

“Assim, segundo a doutrina espírita, não existem arrastamentos irresistíveis: o homem pode sempre fechar os ouvidos à voz oculta que o solicita para o mal no seu foro íntimo, como o pode fechar à voz material de alguém que lhe fale; ele o pode pela sua vontade, pedindo a Deus a força necessária e reclamando para esse fim a assistência de bons Espíritos. É isso que Jesus ensina na sublime fórmula da oração dominical, quando nos manda dizer: — "Não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.”  Allan Kardec – O Livro dos Espíritos – Resumo Teórico do Móvel das Ações Humanas

O Espiritismo não se limita a provar o mundo invisível. Pelos exemplos que faz se desenrolarem aos nossos olhos, ele no-lo revela em sua realidade e não como a imaginação o havia feito conceber. Ele no-lo mostra povoado de seres felizes ou infelizes, porém prova que a caridade, a soberana lei do Cristo, pode aí assegurar a paz e a alegria. Por outro lado assistimos ao espetáculo da sociedade terrena que se auto-estraçalha sob o império do egoísmo e que, entretanto, viveria feliz e pacífica sob o da caridade. Com a caridade tudo é, pois, benefício para o homem! Felicidade neste mundo e no outro! [...] Com o Espiritismo o homem compreende que tem tudo a ganhar realizando o bem e tudo a perder optando pelo mal.  Allan Kardec – Viagem Espírita em 1862 – Terceiro Discurso – pág. 89.

Temos nesta resposta, (q. 855), de maneira clara e precisa, uma exposição sucinta do que podemos chamar a dinâmica espírita do aperfeiçoamento humano. Através das quedas e advertências, dos riscos e do auxílio dos bons Espíritos, o homem de boa vontade irá vencendo os seus maus pendores e se preparando, já nesta existência, para uma vida melhor no futuro. Longe de nos desanimar, nossas quedas devem ser transformadas em degraus da escada do nosso melhoramento espiritual. J. Herculano Pires – nota da q. 855 do O Livro dos Espíritos

“As idéias justas ou falsas que fazemos das coisas nos fazem vencer ou fracassar, segundo o nosso caráter e a nossa posição social. Achamos mais simples e menos humilhante para o nosso amor-próprio atribuir os nossos fracassos à sorte ou ao destino, do que a nós mesmos. Se a influência dos Espíritos contribui algumas vezes para isso, podemos sempre nos subtrair a ela, repelindo as ideias más que nos forem sugeridas.”  Allan Kardec – O Livro dos Espíritos – Cap. X – Lei de Liberdade – item V - Fatalidade.

“Com a caridade tudo é, pois, benefício para o homem! Felicidade neste mundo e no outro! . Com o Espiritismo o homem compreende que tem tudo a ganhar realizando o bem e tudo a perder optando pelo mal.”  Allan Kardec – Viagem Espírita em 1862 – Terceiro Discurso.

Allan Kardec foi denominado "o bom senso encarnado" pelo célebre astrônomo Camille Flammarion.

“Esta observação de Kardec é das mais significativas e tem a sua explicação na própria História da religião judaica, toda ela, como se vê na Bíblia, na Kabala, no Talmud e na Literatura do povo hebreu, antiga e moderna, — fundada nas manifestações espirituais. O teatro e a ficção modernas de Israel, como a antiga literatura hebraica e a moderna literatura ídiche não escapam à tradição das visões, das aparições e até mesmo das materializações, que marcam toda a cultura judaica. No próprio texto bíblico encontramos passagens em que Moisés, como no caso típico de Eldad e Medad (Números, cap.13 v. 24 a 29) se declara francamente favorável à mediunidade. Além disso, sabe-se que a tenda de Moisés era uma câmara mediúnica em que o Espírito de Jeová chegava a materializar-se.” José Herculano Pires – O Céu e o Inferno – Da Proibição de Evocar os Mortos.

“Quando Pasteur descobriu o mundo invisível dos micróbios teve de lutar contra a ignorância dos doutos e sábios do tempo. Kardec é o Pasteur do Espírito — descobriu o mundo invisível dos espíritos e demonstrou que estes, à maneira das bactérias, dividem-se em benéficos e maléficos, podendo produzir infestações (que são infecções espirituais) ocasionando doenças mentais e orgânicas. Contra ele se levantaram da mesma maneira os doutos e os sábios do tempo, mas ainda mais fortemente apoiados pelos clérigos e teólogos das religiões dominantes do que no caso de Pasteur. A luta era mais difícil, porque contra Kardec se conjugavam preconceitos, superstições e interesses materiais muito maiores e mais arraigados. Mas mesmo assim a verdade não pode ser obscurecida.” José Herculano Pires – O Céu e o Inferno – Da Proibição de Evocar os Mortos.

922. A felicidade terrena é relativa à posição de cada um; o que é suficiente para a felicidade de um faz a desgraça de outro. Há, entretanto, uma medida comum de felicidade para todos os homens?
— Para a vida material, a posse do necessário; para a vida moral a consciência pura e a fé no futuro.
Quando vos atingir um motivo de dor ou de contrariedade, "tratai de elevar-vos acima das circunstâncias". E quando chegardes a dominar os impulsos da impaciência, da cólera ou do desespero, dizei, com justa satisfação: "Eu fui o mais forte!" Evangelho Segundo o Espiritismo Capítulo V - Bem Aventurados os Aflitos  Bem Sofrer e Mal Sofrer - Lacordaire

798. O Espiritismo se tornará uma crença comum ou será apenas a de algumas pessoas?
— Certamente ele se tornará uma crença comum e marcará uma nova era na História da Humanidade, porque pertence à Natureza e chegou o tempo em que deve tomar lugar entre os conhecimentos humanos. Haverá, entretanto, grandes lutas a sustentar, mais contra os interesses do que contra a convicção, porque não se pode dissimular que há pessoas interessadas em combatê-lo, umas por amor-próprio e outras por motivos puramente materiais. Mas os seus contraditores, ficando cada vez mais isolados, serão afinal forçados a pensar como todos os outros, sob pena de se tornarem ridículos.

Se escolhemos o bom e lutarmos contra as nossas más tendências, melhorando-nos, determinaremos a mudança imediata da nossa situação e um futuro melhor, na companhia de Espíritos bons que se afinarão com as nossas decisões. Tudo depende primeiramente de nós.” José Herculano Pires – LM segunda parte cap. 26 item 291

“Todos vós tendes más tendências a vencer, defeitos a corrigir, hábitos a modificar. Todos vós tendes um fardo mais ou menos pesado que alijar, para subir ao cume da montanha do progresso. [...] Porque, se o coração humano é um abismo de corrupção, existem sempre, nos seus mais ocultos refolhos, os germes de alguns bons sentimentos, centelhas ardentes da essência espiritual.”  Dufétre Bispo de Nerves, Bordeaux – ESE  A Indulgência Cap. 10

“O Espiritismo é como aquela casa sem portas, que não tem recantos ocultos e que a todos recebe com a mesma hospitalidade.”   J. Herculano Pires “O Infinito e o Finito”

“Assim como é muito difícil encontrar na Terra quem esteja sempre em perfeito estado de saúde física, mais ainda é encontrar alguém com perfeita saúde moral. Ninguém é perfeito neste mundo. Assim como a atmosfera e as condições materiais influem diretamente em nosso organismo, predispondo-o a certas enfermidades, os elementos espirituais que nos cercam influem sobre a nossa condição moral. Aproveita-se das coisas mais insignificantes, para provocar-nos sofrimentos e mal-estar interior, objetivando mortificar-nos ou deter-nos na via do progresso.”  Miguel Vives – O Tesouro dos Espíritas Cap. 9 – Enfrentando as Tentações

"Quando resistimos à tentação, ela é a formiga do leão: mas quando nos entregamos, ela é o leão da formiga; sejamos sempre o leão e a tentação, a formiga, que nada teremos a temer"

O Livro dos Espíritos questão 893. Qual a mais meritória de todas as virtudes?
— Todas as virtudes têm o seu mérito, porque todas são indícios de progresso no caminho do bem. Há virtude sempre que há resistência voluntária ao arrastamento das más tendências; mas a sublimidade da virtude consiste no sacrifício do interesse pessoal para o bem do próximo, sem segunda intenção. A mais meritória é aquela que se baseia na caridade mais desinteressada.

O Livro dos Espíritos questão 926. A civilização, criando novas necessidades, não é a fonte de novas aflições?
— Os males deste mundo estão na razão das necessidades artificiais que criais para vós mesmos. Aquele que sabe limitar os seus desejos e ver sem cobiça o que está fora das suas possibilidades, poupa-se a muitos aborrecimentos nesta vida. O mais rico é aquele que tem menos necessidades.

“Acontece, porém, que o Espiritismo é doutrina do futuro e não do passado ou do presente. Como os Evangelhos, que depois de dois mil anos continuam a nos empurrar para frente, a codificação está ainda muito longe de ter sido superada. Pelo contrário, somente agora as ciências estão dando os primeiros sinais de se aproximarem do Espiritismo. Dessa maneira, os confrades aflitos, que esfalfam na dura tarefa de “atualizar o Espiritismo”, estão apenas equivocados.” J. Herculano Pires – A Pedra e o Joio – pág. 34.

“A noção da vida espiritual, como a concebia José Herculano Pires, determina uma relação mais ampla e profunda com o ser. Essa relação alcança até o princípio de vida que vibra na pedra e no vegetal e se expressa no animal. Porque em tudo está o visível e o invisível, em tudo se encontra a vida tratando de elevar-se a níveis superiores mediante o processo da reencarnação.” (Filósofo Herculano Pires e Poeta – autores: Humberto Mariotti e Clóvis Ramos)

Por isso o Espírito guia que inspirava os trabalhos mediúnicos de Andrew Jackson Davis dizia: “Em todas as circunstâncias conserva o espírito sereno.” Filósofo Herculano Pires e Poeta – autores: Humberto Mariotti e Clóvis Ramos

“O Espiritismo apoia-se sobre fatos. Os fatos, de acordo com o raciocínio e uma lógica rigorosa, dão ao Espiritismo o caráter de positivismo que convém à nossa época.” Allan Kardec – Viagem Espírita em 1862 – Segundo Discurso pág. 73.

“Todo efeito tendo uma causa, as misérias humanas são efeitos que devem ter uma causa; se essa causa não está na vida atual, deve estar na vida anterior. Além disso, admitindo a justiça de Deus, esses efeitos devem ter uma relação mais ou menos íntima com os atos precedentes, dos quais são ao mesmo tempo o castigo pelo passado, e a prova para o futuro. São expiações nesse sentido de que são a consequência de uma falta, e provas em relação ao proveito que dela se retira. A razão nos diz que Deus não pode ferir um inocente; portanto, se somos feridos, é que não somos inocentes: o mal que sentimos é o castigo, a maneira pela qual o suportamos, é a prova.” Revista Espírita – Set/1863 – Perguntas e Problemas – Sobre a Expiação e a Prova

“A vaidade de certos homens, que creem saber tudo e tudo querem explicar à sua maneira, dará origem a opiniões dissidentes; mas todos os que tiverem em vista o grande princípio de Jesus se confundirão no mesmo sentimento de amor ao bem e se unirão por um laço fraterno que envolverá o mundo inteiro; deixarão de lado as mesquinhas disputas de palavras para somente se ocuparem das coisas essenciais. E a doutrina será sempre a mesma, quanto ao fundo, para todos os que receberem as comunicações dos Espíritos superiores.” (O Livro dos Espíritos – Prolegômenos - São João Evangelista, Santo Agostinho, São Vicente de Paulo, São Luiz, O Espírito da Verdade, Sócrates, Platão, Fénelon,Franklin, Swedenborg,)

Lembrei da "Parábola da Figueira Seca" no ESE - Capítulo XIX
No item 9 nos diz Allan Kardec: 9. A figueira seca é o símbolo das pessoas que apenas aparentam o bem, mas na realidade nada produzem de bom: dos oradores que possuem mais brilho do que solidez, dotados do verniz das palavras de maneira que estas agradam aos ouvidos; mas, quando as analisamos, nada revelam de substancial para o coração; e, quando as acabamos de ouvir, perguntamos que proveito tivemos. E mais adiante nos diz Allan Kardec É também o símbolo de todas as pessoas que podem ser úteis e não o são; de todas as utopias, de todos os sistemas vazios, de todas as doutrinas sem bases sólidas.e ainda adiante: São árvores frondosas, mas sem frutos, e é por isso que Jesus as condena à esterilidade, pois dia virá em que ficarão secas até as raízes.

“Os bens materiais nos tornam escravos; agrilhoam o homem à Terra. A riqueza é um estorvo; impede os voos da alma e a retém longe do “reino de Deus”. A renúncia, a humildade, desatam esses laços e facilitam a ascensão para a luz.” (Cristianismo e Espiritismo – A Doutrina Secreta – Léon Denis)

"A encarnação é necessária ao duplo progresso moral e intelectual do Espírito, ao progresso intelectual pela atividade obrigatória do trabalho; ao progresso moral pela necessidade recíproca dos homens entre si". Allan Kardec, O Céu item 8, O Céu e o Inferno

16º) O arrependimento é o primeiro passo para o melhoramento. Mas ele apenas não basta, sendo necessárias ainda a expiação e a reparação. Arrependimento, expiação e reparação são as três condições necessárias para apagar os traços de uma falta e as suas consequências.
O arrependimento suaviza as dores da expiação, porque desperta esperança e prepara a reabilitação, mas somente a reparação pode anular o efeito ao destruir a causa. O perdão seria uma graça e não uma anulação da falta.


17º) O arrependimento pode ocorrer em qualquer lugar e tempo. Se ele for tardio, o culpado sofre por mais tempo.
A expiação consiste nos sofrimentos físicos e morais que são a consequência da falta cometida, seja desde a vida presente ou seja após a morte, na vida espiritual, ou ainda numa nova existência corpórea, até que os traços da falta tenham desaparecido.
A reparação consiste em praticar o bem para aquele mesmo, a quem se fez o mal. Aquele que não repara os seus erros nesta vida, por fraqueza ou má vontade, tornará a encontrar-se, numa outra existência, com as mesmas pessoas que ofendeu, e em condições escolhidas por ele mesmo para poder provar-lhes o seu devotamento, fazendo-lhes tanto bem quanto o mal que havia feito. Allan Kardec (O Céu e o Inferno – Primeira Parte – Cap. 7 – As Penas Futuras Segundo o Espiritismo)


“Oh, homens! Como a vossa vista é curta para apreciar os desígnios de Deus! Sabei, então, que nada se faz sem a sua permissão e sem um objetivo que frequentemente não conseguis penetrar. Já vos disse que será feita a unidade da crença espírita. Tende certeza de que ela se fará. E que as dissidências, já menos profundas, irão se apagando pouco a pouco, à medida que os homens se esclarecerem, e desaparecerão por completo, porque essa é a vontade de Deus, contra a qual o erro não pode prevalecer.” - O Espírito da Verdade. O Livro dos Médiuns – Segunda Parte – Cap. 27 –q. 301 perg. 9

Novas dissidências continuam a surgir, mas a sua própria fragilidade nos mostra como serão passageiras. Espíritos e médiuns, levados pela vaidade e a imaginação, criam sistemas novos como castelos na areia. O tempo, as águas e o vento se incumbirão de destruí-los. A verdade é uma só e o mundo está sujeito à lei da evolução. Nota do Tradutor – J. Herculano Pires

Um adversário escreveu, de certa feita, em um jornal, que o Espiritismo é cheio de seduções. Ele não podia, involuntariamente, dirigir-lhe um elogio maior, ao mesmo tempo condenando-se de maneira mais peremptória. Dizer que uma coisa é sedutora é, na verdade, dizer que ela satisfaz. Ora, eis aqui o grande segredo da propagação do Espiritismo. Por que não lhe opõem algo de mais sedutor, para suplantá-lo? Se tal não se faz é porque não se tem nada de melhor a oferecer. Por que ele agrada? É muito fácil explicar.
Ele agrada:
1)    porque satisfaz à aspiração instintiva do homem em relação ao futuro;
2)    porque apresenta o futuro sob um aspecto que a razão pode admitir;
3)    porque a certeza da vida futura faz com que o homem enfrente com paciência as misérias da vida presente;
4)    porque, com a doutrina da pluralidade das existências, essas misérias revelam uma razão de ser, tornam-se explicáveis e, ao invés de ser atribuídas à Providência, em forma de acusação, passam a ser justificáveis, compreensíveis e aceitas sem revolta;
5)    porque é um motivo de felicidade saber que os seres que amamos não estão perdidos para sempre, que os encontraremos e que estão constantemente junto de nós;
6)    porque as orientações dadas pelos Espíritos são de molde a tornar os homens melhores em suas relações recíprocas; estes e, além destes, outros motivos que só os espíritas podem compreender
“Desde o tempo de Kardec até hoje não cessam de surgir novos apóstolos que fundam ramificações do Espiritismo com base em suas opiniões e ambições pessoais. Trata-se de pessoas que na verdade não conhecem a doutrina e nem estão à altura de compreender a obra de Kardec.
Outras pretendem completar essas obras com enxertos e adendos impróprios ou ridículos. Tudo isso decorre do estágio evolutivo ainda inferior da maioria da Humanidade.
As criaturas dotadas de bom senso e humildade, capazes de compreender a expressão: Terceira Revelação, não se deixarão iludir por essas bolhas de sabão e não se desviarão do caminho.” (Nota de José Herculano Pires – Obras Póstumas Cap. III – Allan Kardec e a Nova Constituição)

“O Espiritismo vem restabelecer essa comunhão das almas, que é fonte de energia e luz. Fazendo-nos conhecer a vida futura sob aspectos verdadeiros, nos liga a todas as potências do infinito e nos torna aptos para receber as suas inspirações. Os ensinos dos Espíritos superiores, os conselhos de nossos amigos do além-túmulo, exercem em nós mais profunda impressão do que todas as exortações lançadas do púlpito, ou as lições da mais elevada filosofia.”  Léon Denis – Cristianismo e Espiritismo – Renovação.

“Feliz, pois, aquele que é guiado pelo amor fraternal. A Providência não criou o mal; tudo foi feito em vista do bem. O mal não existe senão pela ignorância do homem e pelo mau uso que faz das paixões, das tendências, dos instintos que adquiriu por seu contato com a matéria.”   Santo Agostinho  Revista Espírita Jul/1863 – Sobre as Comunicações dos Espíritos

“Mas como destruir o egoísmo e o orgulho, que parecem inatos no coração do homem? – O egoísmo e o orgulho estão no coração do homem, porque os homens são espíritos que seguiram desde o princípio o caminho do mal, e que foram exilados na terra como punição desses mesmos vícios; é o seu pecado original, de que muitos não se despojaram. Através do Espiritismo, Deus vem fazer um último apelo para a prática da lei ensinada pelo Cristo: a lei de amor e de caridade. Allan Kardec” O Espiritismo em Sua Expressão mais Simples – Ensinamento dos Espíritos – item 32

“Assim, nem eleitos nem réprobos. A Humanidade não se divide em duas partes; os que se salvam e os que se perdem. O caminho da salvação pelo progresso é franqueado a todos. Todos o percorrem de estância em estância, de vida em vida; todos ascendem para a paz e a felicidade, mediante a provação e o trabalho. Todas as almas são perfectíveis e suscetíveis de educação; devem percorrer os mesmo caminhos e chegar da vida inferior à plenitude do conhecimento, da sabedoria e da virtude. Não são todas igualmente adiantadas, mas todas hão de subir, cedo ou tarde, as árduas encostas que levam às radiosas eminências banhadas da eterna luz.” Léon Denis Cristianismo e Espiritismo - item 10 – A Nova Revelação, A Doutrina dos Espíritos – Editora FEB

“O que acima de tudo caracteriza a alma humana é o sentimento.” [...]

“Em lugar de dominar a matéria, deixa-se por ela frequentemente dominar; eis a fonte de seus males, das suas fraquezas, das suas provações.” [...]

“É por isso que o moderno espiritualismo (o Espiritismo), vem dizer a todos: Homens, elevai-vos pelo pensamento acima das mundanas coisas; elevai-vos bastante alto para compreenderdes que sois filhos de Deus; bastante alto para sentirdes que estais ligados a Ele, à sua obra imensa, fadados a um destino em face do qual tudo mais é secundário. E esse destino é o ingresso na grande comunhão, na harmonia santa dos seres e dos mundos, a qual não se realiza senão em Deus, e por Deus unicamente.” Léon Denis Cristianismo e Espiritismo – item X – A Nova Revelação, A Doutrina dos Espíritos – Editora Feb

“Nossa missão (a dos Espíritos Superiores), é a de te pôr no bom caminho, e quando más influências agem sobre ti, és tu que as chamas, pelo desejo do mal, porque os Espíritos inferiores vêm em teu auxílio no mal, quando tens a vontade de o cometer; eles não podem ajudar-te no mal, senão quando tu desejas o mal.” O Livro dos Espíritos – Resposta dos Espíritos na questão 466

“Sede pacientes, pois a paciência é também caridade, e deveis praticar a lei de caridade, ensinada pelo Cristo, enviado de Deus. A caridade que consiste em dar esmolas aos pobres é a mais fácil de todas. Mas há uma bem mais penosa, e consequentemente bem mais meritória, que é a de perdoar os que Deus colocou em nosso caminho para serem os instrumentos de nossos sofrimentos e submeterem à prova a nossa paciência.”  Um Espírito Amigo (ESE – cap. 9 A Paciência Bem- Aventurados os Mansos e Pacíficos)

Deus pode, pois, ao cabo de um certo tempo de prova, retirar, de um mundo onde não terão progredido moralmente, aqueles que o terão desconhecido, que terão sido rebeldes às suas leis, para enviá-los para expiar seus erros e seu endurecimento num mundo inferior, entre os seres ainda menos avançados; lá serão o que eram antes, moral e intelectualmente, mas numa condição tornada infinitamente mais penosa, pela própria natureza do globo, e sobretudo pelo meio no qual se encontrarão; estarão, em uma palavra, na posição de um homem civilizado forçado a viver entre os selvagens, ou de um homem bem educado condenado à sociedade dos forçados. Allan Kardec  Revista Espírita – Junho 1863 – Do Princípio da Não-Retrogradação dos Espíritos

[...] “Deus perdoa, mas exige o arrependimento, a reparação e o retorno ao bem, de modo que a duração do castigo é proporcional à persistência do Espírito no mal; consequentemente, o castigo seria eterno para aquele que permanecesse eternamente no mau caminho, mas, assim que um sinal de arrependimento entra no coração do culpado, Deus estende sobre ele sua misericórdia. Allan Kardec item 20 – Resumo dos Ensinamentos dos Espíritos do livro “O Espiritismo em sua Expressão mais Simples”

“Onde quer que minhas obras penetraram e servem de guia, o Espiritismo é visto sob o seu verdadeiro aspecto, isto é, sob um caráter exclusivamente moral.” Allan Kardec (Viagem Espírita em 1862 – Primeiro Discurso - pág. 50)

“Quando uma aflição não é a consequência dos atos da vida presente, é necessário procurar a sua causa numa vida anterior. Isso que chamamos caprichos da sorte nada mais são que os efeitos da justiça de Deus. Ele não aplica punições arbitrárias, pois que, sempre que entre a falta e a pena exista correlação. Se, na sua bondade, lança um véu sobre os nossos atos passados, entretanto, nos aponta o caminho, ao dizer: “Quem matou pela espada, pela espada perecerá”, palavras que podemos traduzir assim: “Somos sempre punidos naquilo em que pecamos”. Se, pois, alguém é afligido com a perda da visão, é que a vista foi para ele uma causa de queda. Talvez também, tenha sido causa da perda da vista pra outro; pode alguém ter ficado cego pelo excesso de trabalho que lhe impôs, ou ainda, em consequência de maus tratos, de falta de cuidados, etc., e então, sofre agora a pena de Talião. Ele mesmo, no seu arrependimento, pode ter escolhido esta expiação, aplicando a si próprio estas palavras de Jesus: “Se vosso olho for motivo de escândalo, arracai-o.” Allan Kardec ESE – Cap. 8 Bem-Aventurados os Puros de Coração – nota

“Deus, sendo soberanamente justo e bom, não condena suas criaturas a castigos perpétuos pelas faltas temporárias; oferece-lhes em qualquer ocasião meios de progredir e reparar a mal que elas praticaram. Deus perdoa, mas exige o arrependimento, a reparação e o retorno ao bem, de modo que a duração do castigo é proporcional à persistência do Espírito no mal; consequentemente, o castigo seria eterno para aquele que permanecesse eternamente na mau caminho, mas, assim que um sinal de arrependimento entra no coração do culpado, Deus estende sobre ele sua misericórdia.” Allan Kardec O Espiritismo em Sua Expressão mais Simples – Resumo do Ensinamento dos Espíritos – item 20

“O esquecimento das existências anteriores é uma graça de Deus que, em sua bondade, quis poupar ao homem lembranças frequentemente penosas. Em cada nova existência, o homem é o que ele fez de si mesmo; é para ele um novo ponto de partida - ele conhece seus defeitos atuais, sabe que esses defeitos são a consequência dos que tinha, tira conclusões do mal que pôde ter cometido, e isso lhe basta para trabalhar, corrigindo-se. Se tinha outrora defeitos que não tem mais, não tem mais que preocupar-se com eles; bastam-lhe as imperfeições presentes.” Allan Kardec  O Espiritismo em Sua Expressão mais Simples – Resumo do Ensinamento dos Espíritos – item 22

“O Espiritismo é uma luz gloriosa, divina e forte, que clareia toda a vida e ilumina além da morte.” Casemiro Cunha

“O Espiritismo não é apenas uma questão de fatos mais ou menos interessantes ou autênticos, destinados à diversão dos curiosos. É, sobretudo, todo ele uma questão de princípios. Ele é forte principalmente por suas consequências morais; ele se faz aceito não porque fecha os olhos, mas porque toca os corações. Tocai os corações mais do que ele o faz e sereis aceitos. Ora, nada sensibiliza menos o coração do que a acrimônia e as injúrias.” Allan Kardec – Viagem Espírita em 1862 – Impressões Gerais

“Sede pacientes, pois a paciência é também caridade, e deveis praticar a lei de caridade, ensinada pelo Cristo, enviado de Deus. A caridade que consiste em dar esmolas aos pobres é a mais fácil de todas. Mas há uma bem mais penosa, e consequentemente bem mais meritória, que é a de perdoar os que Deus colocou em nosso caminho para serem os instrumentos de nossos sofrimentos e submeterem à prova a nossa paciência.” O Evangelho Segundo O Espiritismo – Um Espírito Amigo, 1862

“O Espírito culpado é punido pelos sofrimentos morais no mundo dos Espíritos, e pelas penas físicas na vida corpórea. Suas aflições são consequências de suas faltas, quer dizer, de sua infração à lei de Deus; de modo que constituem simultaneamente uma expiação do passado e uma prova para o futuro é assim que o orgulhoso pode ter uma existência de humilhação, o tirano uma vida de servidão; o rico mau uma encarnação de miséria.” Allan Kardec – O Espiritismo em sua Expressão mais Simples – Resumo do Ensinamento dos Espíritos - item 17

“Os Espíritos não ingressam na vida corpórea senão para se aperfeiçoarem, para se melhorarem; a debilidade dos primeiros anos os torna flexíveis, acessíveis aos conselhos da experiência e daqueles que devem fazê-los progredir. É então que se pode reformar o seu caráter e reprimir as suas más tendências. Esse é o dever que Deus confiou aos pais, missão sagrada pela qual terão de responder. É assim que a infância é não somente útil, necessária, indispensável, mas ainda a consequência natural das leis que Deus estabeleceu e que regem o Universo.” O Livro dos Espíritos – Cap. 7 – item 6 - Da Infância – Resposta dos Espíritos – q. 385)

“[...] O Espiritismo, finalmente, que avança pelo mundo em fora, consolando os aflitos, sustentando a coragem dos abatidos, semeando a esperança onde havia desespero, a confiança no futuro em lugar do medo! [...] O Espiritismo levanta em seu rastro a poeira do orgulho, do egoísmo, da inveja e do ciúme, derrubando à sua passagem a incredulidade, o fanatismo, os preconceitos e conclamando os homens todos à lei do Cristo, isto é, à caridade, à fraternidade. Allan Kardec – Viagem Espírita em 1862 – Impressões Gerais.

“O Espírito culpado é punido pelos sofrimentos morais no mundo dos Espíritos, e pelas penas físicas na vida corpórea. Suas aflições são consequências de suas faltas, quer dizer, de sua infração à lei de Deus; de modo que constituem simultaneamente uma expiação do passado e uma prova para o futuro é assim que o orgulhoso pode ter uma existência de humilhação, o tirano uma vida de servidão; o rico mau uma encarnação de miséria.” (Allan Kardec – O Espiritismo em sua Expressão mais Simples – item 17 – Resumo do Ensino dos Espíritos)

“O Espiritismo agrada porque não se impõe e se aceita pela vontade e o livre exame; nisso é de nossa época; ele agrada pela sua doçura, pelas consolações que proporciona nas adversidades, pela inabalável fé que dá no futuro, na bondade e na misericórdia de Deus; além disso, se apoia sobre fatos patentes, materiais, irrecusáveis, que desafiam toda negação; eis o segredo de sua propagação tão rápida.” Allan Kardec – Revista Espírita – Maio 1863 – Algumas Refutações

“ O Espírito, quando em liberdade, recebe diretamente sua impressões e exerce diretamente a sua ação sobre a matéria; mas encarnado, encontra-se em condições totalmente diferentes e na contingência de não o fazer senão com a ajuda de órgãos especiais. [...] resposta dos Espíritos da questão 375 de O Livro dos Espíritos

“Não espereis dobrar a justiça do Senhor (Jesus), pela multiplicidade de vossas palavras e de vossas genuflexões. A única via que está aberta, para alcançardes a graça em sua presença, é a da prática sincera da lei de amor e caridade” (Allan Kardec – ESE – Cap. 23 – Muitos os Chamados e Poucos os Escolhidos)

“A Sabedoria superior tolera, a inferior julga; a superior perdoa, a inferior condena. Tem coisa que o coração só fala para quem sabe escutar!” (Francisco Cândido Xavier)

“Qual a verdadeira doutrina do Cristo?
Os seus princípios essenciais acham-se claramente enunciados no Evangelho. É a paternidade universal de Deus e a fraternidade dos homens, com as consequências morais que daí resultam; é a vida imortal a todos franqueada e que a cada um permite em si próprio realizar “o reino de Deus”, isto é, a perfeição, pelo desprendimento dos bens materiais, pelo perdão das injúrias e o amor ao próximo.” Léon Denis – Cristianismo e Espiritismo – A Doutrina Secreta

[...]  o Espiritismo, finalmente, que avança pelo mundo afora, consolando os aflitos, sustentando a coragem dos abatidos, semeando a esperança onde havia desespero, a confiança no futuro em lugar do medo! [...] Mas, como um rápido corcel, o Espiritismo levanta em seu rastro a poeira do orgulho, do egoísmo, da inveja e do ciúme, derrogando à sua passagem a incredulidade, o fanatismo, os preconceitos e conclamando os homens todos à lei do Cristo, isto é, à caridade, à fraternidade. [...]  Allan Kardec – Viagem Espírita em 1862 – pág. 39

Se eles (os incrédulos), se recusam a reconhecer a verdade, é porque o seu espírito ainda não está maduro para compreender, nem o seu coração para a sentir. O orgulho é a venda que lhes tapa os olhos. Que adianta apresentar a luz a um cego? Seria preciso, pois, curar primeiro a causa do mal; eis porque, como hábil médico, Ele castiga primeiramente o orgulho. Não abandona os filhos perdidos, pois sabe que, cedo ou tarde, seus olhos se abrirão; mas quer que o façam de vontade própria. E então, vencidos pelos tormentos da incredulidade, atirar-se-ão por si mesmos em seus braços, e como o filho pródigo lhe pedirão perdão.  Allan Kardec – ESSE – Cap. VII – Mistérios Ocultos aos Sábios e Prudentes – item 10

“Em definitivo, de tantas lutas, de tantos males e vicissitudes, o que resulta é o bem final dos seres. Desgraçado de quem não sabe ver e compreender!”    Léon Denis – Cristianismo e Espiritismo – item 8 – Decadência do Cristianismo

"O Universo é o campo de educação do Espírito imortal, a vida o seu conduto de ascensão para um ideal mais belo, iluminado pelos raios de amor e de justiça." León Denis - Cristianismo e Espiritismo

“Comece pelo começo e aprenda passo a passo com o único mestre verdadeiro de Espiritismo que já existiu na Terra: Allan Kardec.”  José Herculano Pires

“De tantas opiniões, a única que permanece inabalável é a de que mais vale sofrer que cometer uma injustiça, e que antes de tudo devemos aplicar-nos, não a parecer, mas a ser um homem de bem.” Conversações de Sócrates com os discípulos na prisão - ESE - Introdução – Resumo da Doutrina de Sócrates e Platão – X

“A sabedoria está em não pensares que sabes aquilo que não sabes”  Sócrates  (ESE - Introdução – Resumo da Doutrina de Sócrates e Platão – XXI)

“Não abandonamos sem dor o que possuímos com prazer” Sto Agostinho

“Nada se modifica em nós, mas iluminamo-nos por dentro. E se mantivermos a nossa vigilância na intenção verdadeira de acertar, facilmente veremos o que nos convém e o que não nos convém. Poderemos então repetir com Paulo: Tudo me é lícito, mas nem tudo me convém.         E seguindo assim o caminho que a prudência esclarecida nos indica, tudo modificaremos para melhor em nós mesmos, tornando-nos aptos a auxiliar os outros a se melhorarem.”  J. Herculano Pires – Agonia das Religiões – Cap. IV - Experiência no Tempo

“Vimos sempre que os sofrimentos estão em relação com a conduta, da qual sofrem as consequências, e que essa nova existência é uma fonte de felicidade inefável para aqueles que tomaram o bom caminho. De onde se segue que os que sofrem é porque assim quiseram, e só devem queixar-se de si mesmos, tanto no outro mundo quanto neste.”    Allan Kardec – OLE – Livro Segundo – Cap. VI – Vida Espírita – item IV


"Aprender é a única coisa de que a mente nunca se cansa, nunca tem medo e nunca se arrepende." Leonardo da Vinci

O Livro dos Médiuns  – publicado por Allan Kardec em 1861 – no cap. 14 – “Os Médiuns” (que quer dizer “intermediários”), na questão 159
“Toda pessoa que sente a influência dos Espíritos, em qualquer grau de intensidade, é médium. Essa faculdade é inerente ao homem. Por isso mesmo não constitui privilégio e são raras as pessoas que não a possuem pelo menos em estado rudimentar. Pode-se dizer, pois, que todos são mais ou menos médiuns. Usualmente, porém, essa qualificação se aplica somente aos que possuem uma faculdade mediúnica bem caracterizada, que se traduz por efeitos patentes de certa intensidade, o que depende de uma organização mais ou menos sensitiva. Deve-se notar, ainda, que essa faculdade não se revela em todos da mesma maneira. Os médiuns têm, geralmente, aptidão especial para esta ou aquela ordem de fenômenos, o que os divide em tantas variedades quantas são as espécies de manifestações. As principais são: médiuns de efeitos físicos, médiuns sensitivos ou impressionáveis, auditivos, falantes, videntes, sonâmbulos, curadores, pneumatógrafos (escrita direta), escreventes ou psicógrafos.

[...] É assim que, sob o envoltório mais humilde, pode encontrar-se a expressão da grandeza e da dignidade, enquanto sob o hábito do grande senhor veem-se algumas vezes a da baixeza e da ignomínia. Certas pessoas, saídas da mais ínfima posição, adquirem sem esforços os hábitos e as maneiras da alta sociedade, parecendo que reencontram o seu elemento, enquanto outras, malgrado seu nascimento e sua educação, estão ali sempre deslocadas. Como explicar esse fato de outra maneira, senão pelo reflexo daquilo que o Espírito foi?   Allan Kardec – O Livro dos Espíritos – Pluralidade das Existências – Cap. XIV

“Veem-se todos os dias pessoas irem pedir a caridade à porta dos castelos dos quais foram as proprietárias em suas vidas precedentes.”   Revista Espírita - Dezembro - 1862 – A Cabana e o Salão

É preciso não perder de vista que estamos como dissemos, em momento de transição, e que nenhuma transição se opera sem conflito. Que não se admire, pois, em ver se agitarem as paixões em jogo, as ambições comprometidas, as pretensões frustradas, e cada um tentar recobrar o que vê lhe escapar, aferrando-se ao passado; mas pouco a pouco tudo isso se apaga, a febre se acalma, os homens passam, e as ideias novas ficam. Espíritas, elevai-vos pelo pensamento, levai vosso olhares vinte anos à frente, e o presente não vos inquietará.   Allan Kardec – Revista Espírita – Março 1863 – Os Falsos Irmãos e os Amigos Desajeitados

[...] “Os bens materiais nos tornam escravos; agrilhoam o homem à Terra. A riqueza é um estorvo; impede os voos da alma e a retém longe do “reino de Deus”. A renúncia, a humildade, desatam esses laços e facilitam a ascensão para a luz.” Cristianismo e Espiritismo – A Doutrina Secreta – Léon Denis



Qual a verdadeira doutrina do Cristo? Os seus princípios essenciais acham-se claramente enunciados no Evangelho. É a paternidade universal de Deus e a fraternidade dos homens, com as consequências morais que daí resultam; é a vida imortal a todos franqueada e que a cada um permite em si próprio realizar “o reino de Deus”, isto é, a perfeição, pelo desprendimento dos bens materiais, pelo perdão das injúrias e o amor ao próximo.
Para Jesus, numa só palavra, toda a religião, toda a filosofia consiste no amor:
“Amai os vossos inimigos; fazei o bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos perseguem e caluniam; para serdes filhos de vosso Pai que está nos céus, o qual faz erguer-se o seu sol sobre bons e maus, e faz chover sobre justos e injustos. Porque, se não amais senão os que vos amam, que recompensa deveis ter por isso?” Mateus, V, 44 e seguintes..  Cristianismo e Espiritismo – A Doutrina Secreta – Leon Denis

Muitas passagens do Evangelho, da Bíblia, e dos autores sagrados em geral são ininteligíveis, e muitas mesmo parecem absurdas, por falta de uma chave que nos dê o seu verdadeiro sentido. Essa chave está inteirinha no Espiritismo, como já se convenceram os que estudaram seriamente a doutrina, e como ainda melhor se reconhecerá mais tarde. O Espiritismo se encontra por toda parte, na Antiguidade, e em todas as épocas da humanidade. Em tudo encontramos os seus traços, nos escritos, nas crenças e nos monumentos, e é por isso que, se ele abre novos horizontes para o futuro, lança também uma viva luz sobre os mistérios do passado.    O Evangelho Segundo O Espiritismo - Introdução - Allan Kardec

“Nada é mais moral do que essa doutrina, porque ela mostra que nenhum dos gozos que a vida futura nos promete pode ser obtido sem merecê-lo; que a própria felicidade de rever os seres que nos são caros, e de conversar com eles, pode ser adiada; em uma palavra, que a situação na vida espírita, em todas as coisas, é o que a fazemos pela nossa conduta na vida corpórea.”   Allan Kardec – Rev. Esp. 1861 – Comentário sobre o ditado publicado sob o título: O Despertar do Espírito

O Espiritismo se distingue de todas as outras filosofias naquilo que não é o produto da concepção de um único homem, mas de um ensino que cada um pode receber sobre todos os pontos do globo, e tal é a consagração que recebeu O Livro dos Espíritos. Este livro, escrito sem equívoco possível e ao alcance de todas as inteligências, será sempre a expressão clara e exata da Doutrina, e a transmitirá intacta àqueles que virão depois de nós. As cóleras que provoca são um indício do papel que está chamado a desempenhar, e da dificuldade de lhe opor alguma coisa de mais séria. O que fez o rápido sucesso da Doutrina Espírita são as consolações e as esperanças que ela dá; todo sistema que, pela negação dos princípios fundamentais, tendesse a destruir a própria fonte dessas consolações, não poderia ser acolhido com mais favor.   Revista Espírita – Março 1863 - OS FALSOS IRMÃOS E OS AMIGOS DESAJEITADOS

“Meus bem-amados, eis chegados os tempos em que os erros explicados se transformarão em verdades. Nós vos ensinaremos o verdadeiro sentido das parábolas. Nós vos mostraremos a correlação poderosa, que liga o que foi ao que é. Eu vos digo, em verdade: a manifestação espírita se eleva no horizonte, e eis aqui o seu enviado, que vai resplandecer como o sol sobre o cume dos montes.”    ESE – Cap. VIII – item 18 – João Evangelista – Deixai Vir a Mim os Pequeninos

“Habituai-vos a não censurar o que não podeis compreender, e crede que Deus é justo em todas as coisas. Frequentemente, o que vos parece um mal é um bem. Mas as vossas faculdades são tão limitadas, que o conjunto do grande todo escapa aos vossos sentidos obtusos. Esforçai-vos por superar, pelo pensamento, a vossa estreita esfera, e à medida que vos elevardes, a importância da vida terrena diminuirá aos vossos olhos. Porque, então, ela vos aparecerá como um simples incidente, na infinita duração da vossa existência espiritual, a única verdadeira existência.”    Allan Kardec – ESE – Cap. V Um Homem de Bem Teria Morrido

“A Ciência Espírita contém duas partes: uma experimental, sobre as manifestações em geral, outra filosófica, sobre as manifestações inteligentes. Quem não tiver observado senão a primeira estará na posição daquele que só conhece a Física pelas experiências recreativas, sem haver penetrado na Ciência. A verdadeira Doutrina Espírita está no ensinamento dado pelos Espíritos, e os conhecimentos que esse ensinamento encerra são muito sérios para serem adquiridos por outro modo que não por um estudo profundo e continuado, feito no silêncio e no recolhimento. Mesmo porque só nestas condições pode ser observado um número infinito de fatos e suas nuanças, que escapam ao observador e que permitem firmar-se uma opinião.” Allan Kardec – OLE – Introdução item XVII – Preenchendo os Vazios no Espaço

As comunicações entre o mundo espírita e o mundo corpóreo pertencem à Natureza e não constituem nenhum fato sobrenatural. É por isso que encontramos os seus traços entre todos os povos e em todas as épocas. Hoje elas são gerais e evidentes por todo o mundo.
Os Espíritos anunciam que os tempos marcados pela Providência para uma manifestação universal estão chegados e que, sendo os ministros de Deus e os agentes da sua vontade, cabe-lhes a missão de instruir e esclarecer os homens, abrindo uma nova era para a regeneração da Humanidade. (Allan Kardec –OLE – Prolegômenos)

“Assim, pois, meus queridos filhos, que uma santa emulação (estímulo), vos anime, e que cada um dentre vós se despoje energicamente do homem velho. Entregai-vos inteiramente à divulgação desse Espiritismo, que já deu início à vossa própria regeneração. É um dever fazer vossos irmãos participarem dos raios dessa luz sagrada. À obra, portanto, meus caros filhos!   O Evangelho Segundo O Espiritismo – Cap. V item 20 – Francois-Nicolas-Madeleine

“Sabe-se que os Espíritos inferiores estão ainda sob a influência da matéria, e que se encontram, entre eles, todos os vícios e todas as paixões da Humanidade; paixões que carregam deixando a Terra, e que trazem em se reencarnando, quando não se emendaram, o que produz os homens perversos. A experiência prova, que os há sensuais, em diversos graus, obscenos, lascivos, comprazendo-se nos maus lugares, impelindo e excitando à orgia e ao deboche, com os quais alimentam sua visão.” Allan Kardec – Revista Espírita Fev 1863 – Estudo sobre os Possessos de Morzine

[...] “Ora, o número dos Espíritos é incalculável e estamos longe de conhecê-los a todos; a maioria deles não têm nomes para nós. Um Espírito da categoria de Fénelon pode, portanto, vir em seu lugar, às vezes mesmo com seu nome, porque é idêntico a ele e pode substitui-lo e porque necessitamos de um nome para fixar as nossas ideias. Mas que importa, na verdade, que um Espírito seja realmente o de Fénelon? Desde que só diga boas coisas e não fale senão como faria o próprio Fénelon, é um bom Espírito; o nome sob o qual se apresenta é indiferente e nada mais é, frequentemente, do que um meio para a fixação de nossas ideias. Não se verificaria o mesmo nas evocações íntimas; pois nestas como já dissemos, a identidade pode ser estabelecida por meio de provas que são, de alguma forma, evidentes.” Allan Kardec – OLE – Introdução – “Da Identificação dos Espíritos” item XI

“Como acreditar, de fato, que Deus não permita senão ao Espírito do mal manifestar-se para nos perder, sem dar-nos por contrapeso os conselhos dos bons Espíritos? Se Ele não o pode, isto é uma impotência; se Ele o pode e não faz, isso é incompatível com sua bondade; e uma e outra suposição seriam blasfêmias. Acentuemos que admitir a comunicação dos maus Espíritos é reconhecer o princípio das manifestações. Ora, desde que estas existem, será com a permissão de Deus. Como acreditar, sem cometer impiedade, que Ele só permita o mal, com exclusão do bem? Uma doutrina assim é contrária ao bom-senso e às mais simples noções da religião.”   Allan Kardec – OLE – Introdução – item X – A Linguagem dos Espíritos e o poder Diabólico


“A finalidade da religião é conduzir o homem a Deus. Mas o homem não chega a Deus enquanto não se fizer perfeito. Toda religião, portanto, que não melhorar o homem, não atinge a sua finalidade. Aquela em que ele pensa poder apoiar-se para fazer o mal, é falsa ou foi falseada no seu início. Esse é o resultado a que chegam todas aquelas em que a forma supera o fundo. A crença na eficácia dos símbolos exteriores é nula, quando não impede os assassínios, os adultérios, as espoliações, as calúnias, e a prática do mal ao próximo, seja qual for. Ela faz supersticiosos, hipócritas e fanáticos, mas não faz homens de bem. Não é suficiente ter as aparências da pureza, é necessário antes de tudo ter a pureza de coração.”     Allan Kardec – ESE – Cap. VIII – A Verdadeira Pureza e as Mãos não Lavadas – item 8



“Vêem-se todos os dias pessoas irem pedir a caridade à porta dos castelos dos quais foram as proprietárias em suas vidas precedentes.”    Revista Espírita - Dezembro - 1862 – A Cabana e o Salão

“O Livro dos Espíritos: contendo os Princípios da Doutrina Espírita sobre a imortalidade da alma, a natureza dos Espíritos e suas relações com os homens, a vida presente, a vida futura o porvir, da humanidade (segundo o ensinamento dos Espíritos Superiores, através de diversos médiuns, recebidos e ordenados por Allan Kardec).”

“O homem que considera a sua razão infalível está bem próximo do erro; mesmo aqueles que têm as mais falsas ideias, apoiam-se na própria razão e é por isso que rejeitam tudo o que lhes parece impossível. Os que ontem repeliram as admiráveis descobertas de que a Humanidade hoje se orgulha apelaram a esse juiz para as rejeitar. Aquilo que chamamos razão é quase sempre orgulho mascarado, e quem que se julgue infalível coloca-se como igual a Deus. Dirigimo-nos, portanto, aos que são bastante ponderados para duvidar do que não viram e, julgando o futuro pelo passado, não acreditam que o homem tenha chegado ao apogeu nem que a Natureza lhe tenha virado a última página do seu livro.”    Allan Kardec – O Livro dos Espíritos – Introdução – item VIII – A Ciência e o Espiritismo

"Se há coisa que sempre nos garantirá o céu, são os atos de caridade e de generosidade com que tivermos preenchido a nossa existência."  - Madre Teresa de Calcutá
“o estudo da ciência espírita nos ensina a dos fenômenos devidos às influências ocultas do mundo invisível e nos explica o que, sem isto, parecerá inexplicável.
A mediunidade é o meio direto de observação. O médium – permitam-nos a comparação – é o instrumento de laboratório pelo qual a ação do mundo invisível se traduz de maneira patente. E, pela facilidade oferecida de repetição das experiências, permite-nos estudar o modo e as nuanças desta ação. Destes estudos e observações nasceu a ciência espírita.
Todo indivíduo que, desta ou daquela maneira, sofre a influência dos Espíritos, é, por isso mesmo, médium. Por isso mesmo pode dizer-se que todo o mundo é médium.
Mas é pela mediunidade efetiva, consciente e facultativa, que se chegou a constatar a existência do mundo invisível e, pela diversidade das manifestações obtidas ou provocadas, que foi possível esclarecer a qualidade dos seres que o compõem e o papel que representam na natureza.
O médium fez pelo mundo invisível o mesmo que o microscópio pelo mundo dos infinitamente pequenos.”    Allan Kardec – Revista Espírita / Jan 1863 – Estudo Sobre Os Possessos de Morzine


(O Espiritismo), “Dando a prova material da existência e da imortalidade da alma, iniciando-nos nos mistérios do nascimento, da morte, da vida futura, da vida universal, tornando palpáveis as conseqüências inevitáveis do bem e do mal, a doutrina espírita faz, melhor do que qualquer outra, ressaltar a necessidade do melhoramento individual. Por ela, o homem sabe donde vem e para onde vai, e por que está na Terra; o bem tem um fim, uma utilidade prática; ela não forma o homem somente para o futuro, forma-o também para o presente e para a sociedade. Pelo melhoramento moral os homens preparam na Terra o reino da paz e da fraternidade.”    Allan Kardec – Obras Póstumas – Segunda Parte – Credo Espírita

“O espírita tem, portanto, para opor à idéia do suicídio, muitas razões: a certeza de uma vida futura, na qual ele sabe que será tanto mais feliz quanto mais infeliz e mais resignado tiver sido na Terra; a certeza de que, abreviando sua vida, chega a um resultado inteiramente contrário ao que esperava; que foge de um mal para cair noutro ainda pior, mais demorado e mais terrível; que se engana ao pensar que, ao se matar, irá mais depressa para o céu; que o suicídio é um obstáculo à reunião, no outro mundo, com as pessoas de sua afeição, que lá espera encontrar.” (Allan Kardec – O Evangelho Segundo O Espiritismo – Cap. V – O Suicídio e a Loucura – item 17)
“O progresso geral é a resultante de todos os indivíduos; mas o progresso individual não consiste somente no desenvolvimento da inteligência e na aquisição de alguns conhecimentos. Isto é uma parte do progresso, que nos conduz sempre ao bem; muitos fazem mau uso dos seus conhecimentos; o progresso consiste, principalmente, no melhoramento moral, na depuração do espírito, na extirpação dos maus germes existentes em nós, este é o verdadeiro progresso, o único que assegura a felicidade da humanidade, porque é a negação do mal.”    Allan Kardec – Obras Póstumas – Segunda Parte – Constituição do Espiritismo – “Credo Espírita”

“Desde o tempo de Kardec até hoje não cessam de surgir novos apóstolos que fundam ramificações do Espiritismo com base em suas opiniões e ambições pessoais. Trata-se de pessoas que na verdade não conhecem a doutrina e nem estão à altura de compreender a obra de Kardec. Outras pretendem completar essas obras com enxertos e adendos impróprios ou ridículos. Tudo isso decorre do estágio evolutivo ainda inferior da maioria da Humanidade. As criaturas dotadas de bom senso e humildade, capazes de compreender a expressão: Terceira Revelação, não se deixarão iludir por essas bolhas de sabão e não se desviarão do caminho.”   Nota de J. Herculano Pires – Obras Póstumas Cap. III – Allan Kardec e a Nova Constituição


“Antes de nos dirigirmos aos Espíritos, convém, pois, encouraçarmos-nos contra o assalto dos maus, assim como se marchássemos em terreno onde tememos picadas de serpentes. Isto se consegue, inicialmente, pelo estudo prévio, que indica a rota e as precauções a tomar. A seguir, a prece. Mas é necessário bem nos compenetrarmos da verdade que o único preservativo está em nós, na própria força, e nunca nas coisas exteriores. Que nem há talismãs, nem amuletos, nem palavras sacramentais, nem fórmulas sagradas ou profanas que tenham a menor eficácia se não tivermos em nós mesmos as qualidades necessárias. Assim, essas qualidades é que devem ser adquiridas.”   Allan Kardec – Revista Espírita, Janeiro/1863, Estudo Sobre os Possessos de Morzine


“Sendo o Espiritismo uma questão de fundo, prender-se a forma seria puerilidade indigna de seu alto fim. Eis porque os diversos centros, que fizerem o verdadeiro Espiritismo, deverão estender-se mão fraternal e unir-se, para combaterem seu comuns inimigos: a incredulidade e o fanatismo” Allan Kardec – Obras Póstumas – Limites de Ação da Comissão Central.

“A lembrança de nossas individualidades anteriores teria gravíssimos inconvenientes. Poderia, em certos casos, humilhar-nos extraordinariamente; em outros, exaltar o nosso orgulho e por isso mesmo entravar o nosso livre-arbítrio. Deus nos deu, para nos melhorarmos, justamente o que nos é necessário e suficiente: a voz da consciência e nossas tendências instintivas, tirando-nos aquilo que poderia prejudicar-nos. Acrescentemos ainda que, se tivéssemos a lembrança de nossos atos pessoais anteriores, teríamos a dos atos alheios, e esse conhecimento poderia ter os mais desagradáveis efeitos sobre as relações sociais. Não havendo sempre motivo para nos orgulharmos do nosso passado, é quase sempre uma felicidade que um véu seja lançado sobre ele. Isso concorda perfeitamente com a doutrina dos Espíritos sobre os mundos superiores ao nosso. Nesses mundos, onde não reina senão o bem, a lembrança do passado nada tem de penosa; é por isso que neles se recorda com frequência a existência precedente, como nos lembramos do que fizemos na véspera. Quanto à passagem que se possa ter tido por mundos inferiores, a sua lembrança nada mais é, como dissemos, que um sonho mau.” Allan Kardec – O Livro dos Espíritos – Livro Segundo - Capítulo VIII - Esquecimento do Passado

“A Terra pode ser, ao mesmo tempo, considerada um mundo destinado à educação dos Espíritos poucos adiantados e de expiação para os Espíritos culpados. Os males que afligem a humanidade são consequência da inferioridade moral da maioria dos Espíritos encarnados na Terra. Ao contato dos vícios, fazem-se reciprocamente desgraçados e se castigam mutuamente.” Allan Kardec – OQE – Cap. III questão 132


“Ora, assim como a física nos ensina a causa de certos fenômenos e a medicina a de certas doenças, o estudo da ciência espírita nos ensina a dos fenômenos devidos às influências ocultas do mundo invisível e nos explica o que, sem isto, parecerá inexplicável. A mediunidade é o meio direto de observação. O médium – permitam-nos a comparação – é o instrumento de laboratório pelo qual a ação do mundo invisível se traduz de maneira patente. E, pela facilidade oferecida de repetição das experiências, permite-nos estudar o modo e as nuanças desta ação. Destes estudos e observações nasceu a ciência espírita. O médium fez pelo mundo invisível o mesmo que o microscópio pelo mundo dos infinitamente pequenos.”  Allan Kardec – Revista Espírita Jan/1863- Estudo Sobre os Possessos de Morzine.

“Dois elementos devem contribuir para o progresso do Espiritismo: o estabelecimento teórico da doutrina e os meios de popularizá-la. O desenvolvimento, que ela toma todos os dias, multiplica as nossas relações, que mais e mais avultarão pelo impulso da nova edição de O Livro dos Espíritos e consequente publicidade da doutrina.” Allan Kardec – OP – Projeto 1868.

[...]  As lutas fortificam a alma, o contato do mal faz apreciar melhor as vantagens do bem. Sem as lutas, que estimulam as faculdades, o Espírito deixar-se-ia levar pela indiferença, aliás funesta, ao seu desenvolvimento. As lutas contra os elementos desenvolvem as forças físicas e a inteligência e contra o mal desenvolvem as forças morais. (Obras Póstumas - Regeneração da Humanidade)

“É humilhante, sem dúvida, pensar que o senhor possa se tornar servidor, e o rico, mendigo; mas nada é mais fácil do que impedir que isso seja assim; não há senão que não ser vão e orgulhoso, e não se será rebaixado; de ser bom e generoso, e não se será reduzido a pedir o que se recusou aos outros. Ser punido por onde se pecou, não é a mais justa das justiças? Sim, de grande se pode tornar pequeno, mas quando se foi bom não pode-se tornar mau; ora, não vale mais ser um honesto proletário do que um rico vicioso?” (Allan Kardec – Revista Espírita Dez. 1862 – A Cabana e o Salão)

“Acaba a tua obra: conta com a proteção do teu guia — guia de todos nós — e com o concurso devotado dos mais fiéis Espíritos, em cujo número podes contar-me.” [...] “Aproxima-se a hora em que deverás abertamente declarar o que é o Espiritismo e mostrar a todos onde está a verdadeira doutrina ensinada pelo Cristo; aproxima-se a hora em que, à face do céu e da terra, deverás proclamar o Espiritismo como única tradição verdadeiramente cristã, única instituição realmente divina e humana. Escolhendo-te, conheciam os Espíritos a solidez das tuas convicções e que a tua fé, como um muro de aço, resistiria a todos os ataques. Entretanto, amigo, se a tua coragem não fraquejou ao peso da árdua tarefa, saibas que até hoje só comestes o pão alvo e que, agora, vão começar as dificuldades. Conta conosco e, principalmente, com o grande Espírito do Mestre de todos, que te protege de maneira muito particular.   Obras Póstumas - Imitação do Evangelho - Ségur, 9 de agosto de 1863 — Médium, o Sr. d'A.
[...] Com um Espírito é preciso lutar, não corpo a corpo, mas Espírito a Espírito, e é ainda o mais forte que o domina; aqui, a força está na autoridade que se pode tomar sobre o Espírito, e esta autoridade está subordinada à superioridade moral. A superioridade moral é como o Sol, que dissipa o nevoeiro pelo poder de seus raios. Esforçar-se por ser bom, tornar-se melhor se já se é bom, purificar-se de suas imperfeições, em uma palavra, se elevar moralmente o mais possível, tal é o meio de adquirir o poder de dominar os Espíritos inferiores para afastá-los, de outro modo eles zombam de vossas injunções. Allan Kardec Estudo sobre os Possessos de Morzine, As causas da obsessão e os meios de combatê-la - Revista Espírita, DEZ 1862

“Quando me vinha uma decepção, uma contrariedade, eu me elevava, em pensamentos, acima da humanidade, colocava-me, por antecipação, na região dos Espíritos, e desse ponto culminante, onde descobria muitas razões, as misérias da vida passavam por mim sem me atingir. Habituei-me tanto a isso, que os maus nunca mais me perturbaram.”  Allan Kardec - A Minha Missão– Obras Póstumas.

“Deus encaminhou os homens na compreensão dessa causa pelos ensinos de Jesus, e hoje, considerando-se suficientemente maduros para compreendê-la, revela-a por completo através do Espiritismo, ou seja, pela voz dos Espíritos.” [...] Os males dessa espécie constituem, seguramente, um número considerável das vicissitudes da vida. O homem os evitará, quando trabalhar para o seu adiantamento moral e intelectual.” Allan Kardec – ESE – Cap. V

“Em resumo, a prece fervorosa e os esforços sérios para se melhorar, são os únicos meios de afastar os maus Espíritos que reconhecem seus senhores naqueles que praticam o bem, ao passo que as fórmulas os fazem rir; a cólera e a impaciência os excitam. É preciso deixá-los mostrando-se mais pacientes do que eles.”  [...] “Antes de esperar domar os maus Espíritos, é preciso domar a si mesmo.” (Allan Kardec – Revista Espírita Dez. 1862, Estudo sobre os Possessos de Morzine, As causas da obsessão e os meios de combatê-la)

“O Espiritismo não é uma concepção pessoal, nem o resultado de um sistema preconcebido. É a resultante de milhares de observações feitas em todos os pontos do globo, as quais têm convergido para um centro, que as coligiu e coordenou. Todos os seus princípios fundamentais são deduzidos, sem exceção, de rigorosa experiência.” Allan Kardec, Obras Póstumas, Questões e Problemas, Breve Resposta aos Detratores do Espiritismo.

A importância do estudo no seio do Espiritismo está mais do que comprovada. Não foi sem razão que o Espírito de Verdade - Nosso Bem e Amado Mestre Jesus nos deixou este ensinamento lapidar: [...] Crede, amai, meditai todas as coisas que vos são reveladas; não mistureis o joio ao bom grão, as utopias com as verdades. Espíritas: amai-vos, eis o primeiro ensinamento; instruí-vos, eis o segundo. Todas as verdades se encontram no Cristianismo; os erros que nele se enraizaram são de origem humana [...]  Allan Kardec - O Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. 6, Advento do Espírito de Verdade)

“Em vez da fé cega, que sufoca a liberdade de pensar, ele (o Espiritismo), ensina: A FÉ INABALÁVEL É SOMENTE AQUELA QUE PODE ENCARAR A RAZÃO FACE A FACE EM TODAS AS ÉPOCAS DA HUMANIDADE. A fé precisa de uma base, e esta é o conhecimento perfeito do que devemos crer. Para crer, não basta ver, é preciso sobretudo compreender.” Allan Kardec – Obras Póstumas, Primeira Parte, Questões e Problemas, Aristocracias

“Em segundo lugar, sendo moralizadora a ação do Espiritismo, não pode assumir caráter autocrático sem praticar o que condena. A sua influência será preponderante pelas modificações, que imprimirá nas idéias, no caráter, nos hábitos dos homens e nas relações sociais, e tanto crescerá que não precisará mais tarde impor-se.”   Allan Kardec – Obras Póstumas – Questões e Problemas – Expiações Coletivas

"Quem com ferro fere, com ferro será ferido", disse Cristo. Estas palavras podem ser assim traduzidas: aquele que derramar sangue verá ser derramado o seu; aquele que levar o incêndio à casa do outro, verá ateado o incêndio na sua; aquele que roubar, será roubado; aquele que escravizar ou maltratar o fraco, será fraco, escravizado e maltratado; quer seja um indivíduo, uma nação ou uma coletividade, são solidários no bem como no mal feito em comum.   Allan Kardec – Obras Póstumas – Questões e Problemas – Expiações Coletivas

“Acostuma-te a não reprovar o que no compreende” Fénelon

“Quem aprofunda os princípios do Espiritismo filosófico e considera os horizontes, que ele descortina, as idéias que faz brotar em si e os sentimentos que lhe provoca, não pode duvidar da preponderância que deve exercer na regeneração da humanidade, porque ele conduz precisamente, e pela força das próprias coisas, ao fim que a humanidade aspira: o reino da justiça pela extinção dos abusos, que lhe retardaram o progresso, e pela moralização das massas.”   Allan Kardec – Obras Póstumas – Questões e Problemas – Expiações Coletivas

“ [...] Assim, o mundo visível e o mundo invisível se derramam, incessante e alternativamente, um no outro, podendo-se assim se exprimir, e se alimentam mutuamente, ou, melhor dizendo, esses dois mundos não fazem em realidade senão um, em dois estados diferentes. Esta consideração é muito importante para compreender a solidariedade que existe entre eles.”   Allan Kardec – Revista Espírita Dez/1862 As Causas da Obsessão e os Meios de Combatê-la.

“O homem só se ocupará da vida futura quando vir nela um fim nitidamente definido, uma situação lógica, respondendo às suas aspirações, resolvendo as dificuldades do presente, quando não encontrar aí o que a razão não possa aceitar.”   Allan Kardec – Obras Póstumas - A Vida Futura

“ (a vida futura) Para ser aceita pela opinião e para exercer influência moralizadora, a vida futura deve apresentar-se como coisa positiva, quase tangível, capaz de suportar o exame; deve satisfazer à razão, sem lhe deixar sombra de dúvida. E no momento em que a deficiência de noções sobre o futuro abre a porta à dúvida e à incredulidade, que novos meios de investigação são facultados ao homem para penetrar esse mistério e fazer-lhe compreender a vida futura em sua realidade, em seu positivismo, em suas relações íntimas com a vida corpórea.”   Allan Kardec – Obras Póstumas - A Vida Futura

“Lembrando o Codificador da Doutrina Espírita, é imperioso estejamos alertas em nossos deveres fundamentais. Convençamo-nos do que é necessário: Sentir Kardec; Estudar Kardec; Anotar Kardec; Meditar Kardec; Analisar Kardec; Comentar Kardec; Interpretar Kardec; Cultivar Kardec; Ensinar Kardec e Divulgar Kardec.”  Emanuel

Princípios Básicos da Doutrina Espírita: Deus; Evolução; Reencarnação; Sobrevivência do Espírito; Comunicação entre os dois Mundos (o físico e o espiritual) e Mediunidade

16º) O arrependimento é o primeiro passo para o melhoramento. Mas ele apenas não basta, sendo necessárias ainda a expiação e a reparação. Arrependimento, expiação e reparação são as três condições necessárias para apagar os traços de uma falta e as suas conseqüências.
O arrependimento suaviza as dores da expiação, porque desperta esperança e prepara a reabilitação, mas somente a reparação pode anular o efeito ao destruir a causa. O perdão seria uma graça e não uma anulação da falta.
17º) O arrependimento pode ocorrer em qualquer lugar e tempo. Se ele for tardio, o culpado sofre por mais tempo.
A expiação consiste nos sofrimentos físicos e morais que são a conseqüência da falta cometida, seja desde a vida presente ou seja após a morte, na vida espiritual, ou ainda numa nova existência corpórea, até que os traços da falta tenham desaparecido.
A reparação consiste em praticar o bem para aquele mesmo, a quem se fez o mal. Aquele que não repara os seus erros nesta vida, por fraqueza ou má vontade, tornará a encontrar-se, numa outra existência, com as mesmas pessoas que ofendeu, e em condições escolhidas por ele mesmo para poder provar-lhes o seu devotamento, fazendo-lhes tanto bem quanto o mal que havia feito.   Allan Kardec – cap. VII - As Penas Futuras Segundo o Espiritismo - Código Penal da Vida Futura

“A medida em que o homem compreende melhor a vida futura a preocupação com a morte diminui. Mas, ao mesmo tempo, compreendendo melhor a sua missão na Terra ele espera o seu fim com mais calma, resignação e sem medo.” Allan Kardec – O Céu e o Inferno – Preocupação com a Morte – Cap. II.

“O Espiritismo vem, no tempo assinalado, cumprir a promessa do Cristo. O Espírito da Verdade preside ao seu estabelecimento. Ele chama os homens à observância da lei; ensina todas as coisas, fazendo compreender o que o Cristo só disse em parábolas. O Cristo disse: "que ouçam os que têm ouvidos para ouvir". O Espiritismo vem abrir os olhos e os ouvidos, porque ele fala sem figuras e alegorias. Levanta o véu propositalmente lançado sobre certos mistérios, e vem, por fim, trazer uma suprema consolação aos deserdados da Terra e a todos os que sofrem, ao dar uma causa justa e um objetivo útil a todas as dores.”   Allan Kardec – O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. VI, Consolador Prometido item 4

O exemplo oferecido pelos que já viveram, provando que a soma de felicidade futura está na razão do progresso moral realizado e do bem praticado na Terra, e que a soma de sofrimentos está na razão dos vícios e más ações, infunde em todos os que estão convencidos desta verdade uma tendência natural para praticar o bem e fugir do mal. Allan Kardec – OQE – item 100 – Noções Elementares de Espiritismo – Lake

“[...] O Espiritismo, finalmente, que avança pelo mundo em fora, consolando os aflitos, sustentando a coragem dos abatidos, semeando a esperança onde havia desespero, a confiança no futuro em lugar do medo!
[...] O Espiritismo levanta em seu rastro a poeira do orgulho, do egoísmo, da inveja e do ciúme, derrubando à sua passagem a incredulidade, o fanatismo, os preconceitos e conclamando os homens todos à lei do Cristo, isto é, à caridade, à fraternidade.   Allan Kardec – Viagem Espírita em 1862 – Impressões Gerais.

“O amor gera a perfeição de todas as coisas, sendo ele mesmo a perfeição. O Espírito é votado à conquista desta perfeição: a sua essência e o seu destino. Deve pelo trabalho aproximar-se da inteligência soberana e da infinita bondade; deve revestir, progressivamente, a forma mais perfeita, que caracteriza os seres perfeitos. Se, em vossas pobres sociedades, em vossos globos ainda mal equilibrados, a espécie humana está muito longe da beleza física, isto procede de ser aí ainda rudimentar a beleza moral.”   Obras Póstumas – Teoria do Belo – pelo Espírito Panfílio – Médium Sra. Malet.

“Aqui na Terra, onde ninguém é infalível, a indulgência recíproca é uma consequência do princípio da caridade que nos leva a agir para com os outros como quereríamos que os outros agissem para conosco. Ora, sem indulgência não há caridade, sem caridade não há verdadeiro Espírita.” Allan Kardec – Viagem Espírita em 1862 – Terceiro Discurso.

25. A encarnação é uma punição, e somente os Espíritos culpados é que lhe estão sujeitos?
A passagem dos Espíritos pela vida corpórea é necessária, para que eles possam realizar, com a ajuda do elemento material, os propósitos cuja execução Deus lhes confiou. É ainda necessária por eles mesmos, pois a atividade que então se veem obrigados a desempenhar ajuda-os a desenvolver a inteligência. Deus, sendo soberanamente justo, deve aquinhoar equitativamente a todos os seus filhos. É por isso que Ele concede a todos o mesmo ponto de partida, a mesma aptidão, as mesmas obrigações a cumprir e a mesma liberdade de ação. Todo privilégio seria uma preferência, e toda preferência uma injustiça. O Evangelho Segundo O Espiritismo – Cap. IV – Necessidade da Encarnação – São Luiz

263. [...] Podemos tomar como regra invariável e sem exceção que a linguagem dos Espíritos corresponde sempre ao seu grau de elevação.

[...]Os Espíritos realmente superiores não se limitam apenas a dizer boas coisas, mas as dizem em termos que excluem absolutamente qualquer trivialidade. Por melhores que sejam essas coisas, se forem manchadas por única expressão de baixeza temos um sinal indubitável de inferioridade.

265. A inteligência está longe de ser um sinal seguro de superioridade, porque a inteligência e a moral nem sempre andam juntas. Um Espírito pode ser bom, afável e ter conhecimentos limitados, enquanto um Espírito inteligente e instruído pode ser moralmente bastante inferior.   Allan Kardec – O Livro dos Médiuns – Cap. XXIV – Distinção entre os Espíritos bons e maus.

[...]Os Espíritos realmente superiores não se limitam apenas a dizer boas coisas, mas as dizem em termos que excluem absolutamente qualquer trivialidade. Por melhores que sejam essas coisas, se forem manchadas por única expressão de baixeza temos um sinal indubitável de inferioridade.
265. A inteligência está longe de ser um sinal seguro de superioridade, porque a inteligência e a moral nem sempre andam juntas. Um Espírito pode ser bom, afável e ter conhecimentos limitados, enquanto um Espírito inteligente e instruído pode ser moralmente bastante inferior.   Allan Kardec – O Livro dos Médiuns – Cap. XXIV – Distinção entre os Espíritos bons e maus.

229. Por que os Espíritos, ao deixar a Terra, não abandonam as suas más paixões, desde que vêem os seus inconvenientes?
— Tens nesse mundo pessoas que são excessivamente vaidosas. Acreditas que, ao deixá-lo, perderão esse defeito? Após a partida da Terra, sobretudo para aqueles que tiveram paixões bem vivas, resta uma espécie de atmosfera que os envolve guardando todas essas coisas más, pois o Espírito não está inteiramente desprendido. É apenas por momentos que ele entrevê a verdade, como para mostrar-lhe o bom caminho. O Livro dos Espíritos Cap. VI item I – Espíritos Errantes

Em “A Gênese”, item 14: “As ciências só fizeram progressos importantes depois que se basearam no método experimental; mas, até então, acreditava-se que esse método só era aplicável à matéria, quando o é igualmente às coisas metafísicas”. As ciências, para Kardec, se completam com o Espiritismo, última conquista do pensamento. Daí a sua afirmação peremptória: “O Espiritismo e a Ciência se completam reciprocamente. A ciência, sem o Espiritismo, não pode explicar certos fenômenos, com o auxílio apenas das leis materiais; o Espiritismo, sem a ciência, não teria a base e comprovação”. J. Herculano Pires – Os 3 Caminhos de Hécate – Ciência e Religião.

Sim. O Espiritismo abre à arte um campo novo, imenso, e ainda inexplorado; e quando o artista reproduzir o mundo espírita com perfeita convicção, encontrará nessa fonte as mais sublimes inspirações e o seu nome viverá nos séculos futuros, porque, às preocupações materiais e efêmeras da vida presente, anteporá o estudo da vida futura e eterna da alma. Allan Kardec – Obras Póstumas – Influência Perniciosa das Ideias Materialistas.

“O Oráculo de Delfos já ensinara a Sócrates que a ciência mais elevada é a do “conhecimento de si mesmo”, o tempo se incumbiu de provar a verdade do ensino. A última das ciências é a que nos liberta da matéria” – Os Três Caminhos de Hécate” – J. Herculano Pires – Editora Paidéia.

Pois bem! é uma nova força que o Espiritismo vem revelar, e essa força, é a ação do mundo invisível sobre o mundo visível. Mostrando nesta ação uma lei natural, recua ainda os limites do maravilhoso e do sobrenatural, porque explica uma multidão de coisas que pareciam inexplicáveis, como outras pareciam inexplicáveis antes da descoberta da eletricidade. Allan Kardec – Revista Espírita Out/1862 – Apolônio de Tiana.


[...] Assim, pois, para que todos sejamos felizes, temos de ajustar-nos à lei, à harmonia, à ordem. Dessa maneira, para onde formos, levaremos ordem e harmonia, e os que viverem conosco levarão harmonia e ordem, e todos juntos cumpriremos a lei, e todos seremos felizes. No entanto, para fazer tudo isso temos de compreender a lei, que implica o respeito ao é que grande, sublime e justo; implica virtude, caridade, amor, justiça, abnegação. E como essa lei divina e universal está demonstrada e explicado pelo Espiritismo, por isso dizemos: “Nós, os espíritas, temos um tesouro em nossas mãos.” É preciso acentuar isto, porque nem todos estão em condições de compreender o Espiritismo, e menos ainda de praticá-lo. Não podemos compreender a verdade, enquanto não nos despojarmos de muitos erros, enquanto o nosso amor e a nossa bondade não tenham atingido um certo grau.   Miguel Vives – O Tesouro dos Espíritas – Editora Edicel

“O Espiritismo está, pois, na natureza e, pode dizer-se que, numa certa ordem de ideias, é uma força como a eletricidade e como a gravitação, sob outro ponto de vista. Os fenômenos, cuja origem está no mundo invisível, deveriam produzir-se, e, com efeito, se produziram, em todos os tempos. Eis a razão por que a história de todos os povos os menciona. Somente devido à ignorância, como sucedeu com a eletricidade, os homens atribuíram esses fenômenos a causas mais ou menos racionais, dando, sob esse conceito, livre curso a imaginação.”   Allan Kardec – O Que é o Espiritismo – cap. I – Terceiro Diálogo - O Sacerdote – Pequena Conferência Espírita

“A Terra nos oferece, pois, um dos tipos de mundos expiatórios, em que as variedades são infinitas, mas têm por caráter comum servirem de lugar de exílio para os Espíritos rebeldes à lei de Deus. Nesses mundos, os Espíritos exilados têm de lutar, ao mesmo tempo, contra a perversidade dos homens e a inclemência da natureza, trabalho duplamente penoso, que desenvolve a uma só vez as qualidades do coração e as da inteligência. É assim que Deus, na sua bondade, torna o próprio castigo proveitoso para o progresso do Espírito.” O Evangelho Segundo O Espiritismo – Cap. III - Mundos de Expiações e de Provas

“Se esta lei ainda encontra oposição, ela tem isso de comum com tudo que é novo; isto se prende, além disso, ao Espírito materialista que domina nossa época, e em segundo lugar porque se faz, do mundo invisível, uma idéia de tal modo falsa, que a incredulidade lhe é a conseqüência. O Espiritismo não só lhe demonstra a existência, mas apresenta-o sob um aspecto de tal modo lógico que a dúvida não tem mais razão de ser naquele que se dá ao trabalho de estudá-lo conscienciosamente.”
Allan Kardec - Revista Espírita/Out 1862 – Apolônio de Tiana

“Não obstante, nunca devemos esquecer, enquanto estivermos na Terra, que seremos contrariados em tudo. A Humanidade ainda está muito atrasada, e poucas pessoas sabem cumprir todos os seus deveres. Como temos de viver em relação com muitas, tanto na família como no círculo das amizades, nunca nos faltarão contrariedades. Por isso, enquanto estivermos na Terra devemos viver alertas, escudando-nos no amor, na admiração e na adoração ao Pai, sem limites, e pondo toda a nossa esperança na grandeza da sua obra. É ela a casa onde teremos de viver eternamente. É necessário, pois, seguir a lei divina, ensinada por nosso Senhor e Mestre. É necessário pô-la em prática, tendo grande fé e amor pela palavra do Senhor. E se algum dia as angústias da vida nos perseguirem, não olvidemos as suas palavras: Bem-aventurados os que sofrem, pois deles será o Reino dos Céus.” O Tesouro dos Espíritas de Miguel Vives – Editora Edicel

“Assim como é muito difícil encontrar na Terra quem esteja sempre em perfeito estado de saúde física, mais ainda é encontrar alguém com perfeita saúde moral. Ninguém é perfeito neste mundo. Assim com a atmosfera e as condições materiais influem diretamente em nosso organismo, predispondo-nos a certas enfermidades, os elementos espirituais que nos cercam influem sobre a nossa condição moral. Aproveitam-se das coisas mais insignificantes, para provocar-nos sofrimentos e mal-estar interior, objetivando mortificar-nos ou deter-nos na via do pregresso.” (O Tesouro dos Espíritas de Miguel Vives – Editora Edicel)

“A força do Espírito não é material, mas moral. E a força do médium é a mesma do Espírito. Enganam-se, pois, as pessoas que procuram trabalhos fortes em terreiros de Umbanda etc., sob a alegação de que os obsessores precisam ser afastados por meio da força. A única força que os pode realmente afastar é a força moral. O tratamento da obsessão é antes de tudo uma evangelização. O perispírito do obsedado, como diz Kardec, foi penetrado pelo do obsessor como a umidade penetra a roupa, e só a doutrinação paciente e caridosa conseguirá livrá-lo dessa impregnação viciosa.” (Nota de José Herculano Pires – Obras Póstumas item 59)

“Quantos contos ridículos não se inventaram sobre o raio, antes de ser conhecida a lei da eletricidade? As relações do mundo visível e do invisível são as mesmas, e o Espiritismo, tornando conhecidas as leis dessas relações, as reduz à sua realidade, que ainda é grande coisa para aqueles que não reconhecem nem almas, nem mundo invisível e para quem tudo o que não é do mundo visível e tangível é superstição. Estes têm razão de denegrir o Espiritismo.”   Allan Kardec – Obras Póstumas – Dos Homens Duplos e das Aparições de Pessoas Vivas

“O Espiritismo não atrai os maus Espíritos; descobriu-os e nos forneceu os meios de lhe combatermos a ação, e, por conseguinte, de os afastarmos. Não nos trouxe o mal, visto como este existia desde toda a eternidade; trouxe-nos sim o remédio ao mal, apontando-nos a causa dele. Uma vez conhecida a ação do mundo invisível, ter-se-á a chave de uma multidão de fenômenos incompreendidos; e a ciência, enriquecida com esta nova lei, descortinará novos horizontes. Quando chegará lá? Quando não mais professar o materialismo, que lhe tolhe o progresso, opondo-lhe uma barreira intransponível.” – Allan Kardec – Obras Póstumas – Da Obsessão E Da Possessão - item 57

“O Espiritismo está destinado a representar importantíssimo papel na Terra: cabe-lhe reformar a legislação, por via de regra contrária às leis divinas, cabe-lhe retificar os erros da história e apurar a religião do Cristo, transformada, nas mãos dos padres, em comércio e em vil tráfico. Instituirá a verdadeira religião, a religião natural, a que parte do coração e vai, diretamente, a Deus, sem dependência das obras da sotaina ou dos degraus do altar. Extinguirá para sempre o ateísmo e o materialismo, a que tem sido arrastados certos homens pelos abusos constantes dos que se dizem ministros de Deus e pregam a caridade com uma espada em cada mão sacrificando à sua cobiça e ao espírito de denominação os mais sagrados direitos da humanidade.”   UM ESPÍRITO - Obras Póstumas – Futuro do Espiritismo

“Mas que importa! meus amigos, vós que fostes tocados pela graça nova, sabeis o quanto esses males são passageiros, são curáveis por aqueles que têm fé. Esperai, pois, esperai com confiança a vinda d’Aquele que já resgatou a Humanidade; a hora está próxima; o Espírito precursor já está encarnado; logo, pois, o desenvolvimento completo desta Doutrina que tomou por divisa: "Fora da caridade, não há salvação!"  Revista Espírita Abril/1862 – Erasto  -  Epidemia Demoníaca em Savoie - Médium, Sr. d'Ambel

“A falsidade tem muitas combinações, a verdade só tem um modo de ser”   Jean Jacques Rousseau

“Quando o homem, venha de onde vier, seja religioso, ateu, livre-pensador etc; entra no Espiritismo, abre-se ante ele um campo tão vasto de investigações, que, de momento, não se dá conta de tamanha grandeza. A medida que vai ampliando os seus estudo e as suas experiências, mais ampla se torna a perspectiva do que antes lhe era desconhecido, e em tudo começa a ver a grandeza de Deus.” – Miguel Vives “O Tesouro dos Espíritas”  -  O Espírita Perante Deus. Editora EDICEL

“Não podemos, pois, isso admitir, pelo tríplice motivo de que o verdadeiro Espírita não quer isso para ninguém, não conserva rancor, esquece as ofensas e, a exemplo do Cristo, perdoa aos seus inimigos...” Allan Kardec – Revista Espírita – Agosto/1862 – Necrologia.

8. Que inconveniente haveria em ser permanente e geral a possibilidade de ver os Espíritos? Não seria essa uma forma de tirar a dúvida aos mais incrédulos?
— Estando o homem constantemente cercado de Espíritos, o fato de vê-los sem cessar o perturbaria, constrangendo-o nas suas atividades, e lhe tiraria a iniciativa na maioria dos casos, enquanto que, julgando-se só, pode agir com mais liberdade. Quanto aos incrédulos, dispõem de muitos meios para se convencerem, caso queiram aproveitá-los e se não estiverem cegos pelo orgulho. Sabes de pessoas que viram e nem por isso acreditam, pois dizem que se trata de ilusões. Não te inquietes por essa gente, de que Deus se encarrega.
Nota - Haveria tanto inconveniente de estarmos sempre na presença dos Espíritos, como em vermos o ar que nos cerca ou as miríades de animais microscópicos que pululam ao nosso redor. Do que devemos concluir que o que Deus faz é bem feito e que Ele sabe melhor do que nós o que nos convém.
9. Se a visão dos Espíritos tem inconvenientes, porque é permitida em alguns casos?
— Para dar uma prova de que nem tudo morre com o corpo e de que a alma conserva a sua individualidade após a morte. Essa visão passageira é suficiente para dar a prova e atestar a presença dos amigos ao vosso lado, não tendo os inconvenientes da visão incessante.
11. É racional assustar-se com a aparição de um Espírito?
— Aquele que refletir a respeito há de compreender que um Espírito, seja qual for, é menos perigoso que um vivo. Os Espíritos, aliás, estão por toda parte e não tens a necessidade de vê-los para saber que podem estar ao teu lado. O Espírito que desejar prejudicar alguém pode fazê-lo sem ser visto, e até com mais segurança. Ele não é perigoso por ser Espírito, mas pela influência que pode exercer no pensamento do homem, desviando-o do bem e impelindo-o ao mal.
“É, pois, indispensável ao médium que não deseja expor-se a cair no laço, o conhecimento antecipado dos meios de distinguir os bons dos maus Espíritos. Não o é menos para o simples observador que pode, por este meio, apreciar o justo valor do que vê e ouve.” O Livro dos Médiuns, cap. XXIV.  Allan Kardec – O Que é o Espiritismo – Escolhos da Mediunidade – Cap. II – Item 78 – Noções Elementares de Espiritismo

“Do que deveis vos desembaraçar são os maus sentimentos, porque infeliz é aquele a quem a morte surpreende com ódio no coração: seria como uma pessoa que caísse n'água com uma pedra no pescoço, que o arrastaria para o abismo; os negócios que deveis colocarem ordem é o perdão a conceder àqueles que vos ofenderam; são os erros que pudestes cometer contra o vosso próximo e que é preciso vos apressar em reparar, a fim de obter deles, vós mesmos, o perdão, porque os erros são as dívidas das quais o perdão é a quitação. Apressai-vos, pois, porque a hora da partida pode soar de um momento para outro e não vos deixar o tempo da reflexão.”  O ESPÍRITO DE VERDADE - Revista Espírita – Julho/1862 – Uma Telha)
"O verdadeiro profeta é um homem de bem, inspirado por Deus. Podeis reconhecê-lo pelas suas palavras e ações. Deus não se serve da boca do mentiroso para ensinar a verdade".   O Livro dos Espíritos, n.° 624

455. Os fenômenos do sonambulismo natural se produzem espontaneamente e independem de qualquer causa exterior conhecida; mas entre algumas pessoas dotadas de organização especial podem ser provocadas artificialmente, pela ação do agente magnético.
Para o Espiritismo, o sonambulismo é mais do que um fenômeno fisiológico, é uma luz projetada sobre a Psicologia. É nele que se pode estudar a alma, porque é nele que ela se mostra a descoberto.
No caso da visão à distância o sonâmbulo não vê as coisas do lugar em que se encontra o seu corpo, à semelhança de um efeito telescópico. Ele as vê presentes, como se estivesse no lugar em que elas existem, porque a sua alma lá se encontra realmente; eis porque o seu corpo fica como aniquilado e privado de sensações, até o momento em que a alma se reapossar dele.
O poder de lucidez sonambúlica não é indefinido. O Espírito, mesmo quando completamente livre, é limitado em suas faculdades e em seus conhecimentos, segundo o grau de perfeição que tenha atingido; e é mais ainda quando ligado à matéria, da qual sofre a influência. Essa a causa por que a clarividência sonambúlica não é universal nem infalível.
O sonambulismo natural e artificial, o êxtase e a dupla vista, não são mais do que variedades ou modificações de uma mesma causa. Esses fenômenos, da mesma maneira que os sonhos, pertencem à ordem natural. Eis porque existiram desde todos os tempos: a história nos mostra que eles foram conhecidos, e até mesmo explorados, desde a mais alta Antiguidade, e neles se encontra a explicação de uma infinidade de fatos que os preconceitos fizeram passar como sobrenaturais
[...]   “As tributações da vida são, ao mesmo tempo, expiações pelas faltas de existências passadas, e provas para o futuro. O próprio Espírito as escolhe tendo em vista o seu adiantamento; mas pode ocorrer que uma vez na obra, ache a carga muito pesada e recue diante de seu cumprimento; é então que tem o recurso do suicídio, o que o retarda em lugar de avançá-lo. Ocorre ainda que um Espírito suicidou-se numa precedente encarnação, e que, como expiação, lhe é imposto dever em sua nova existência, de lutar contra a tendência ao suicídio; se sai vencedor, avança; se sucumbe, ser-lhe-á preciso recomeçar uma vida talvez mais penosa ainda do que a precedente, e deverá lutar assim até que haja triunfado, porque toda recompensa na outra vida é o fruto de uma vitória, e quem diz vitória, diz luta. O Espírita haure, na certeza que tem desse estado de coisas, uma força de perseverança que nenhuma outra filosofia poderia dar-lhe.”
Allan Kardec – Revista Espírita Jul/1862 – Estatística dos Suicídios
31. Há pessoas de perispírito tão identificado com o corpo, nas quais o desprendimento, até no momento da morte, só se opera com extrema dificuldade. São em geral as que têm levado uma vida muito material. Para elas a morte é a mais penosa possível, a mais cheia de longas e dolorosas angústias. Outras, porém, cuja alma se prende ao corpo por tênues laços, se desprendem sem comoção nem dificuldade, e muitas vezes antes da morte do corpo. Na hora extrema, já divisam o mundo para onde têm de ir, e anseiam pelo momento da completa libertação. Allan Kardec – Obras Póstumas – Emancipação da Alma

São chegados os tempos em que suas ideias morais devem desenvolver-se, para que se realizem os progressos que estão nos desígnios de Deus. Elas devem seguir o mesmo roteiro que as ideias de liberdade seguiram, como suas precursoras. Mas não se pense que esse desenvolvimento se fará sem lutas. Não, porque elas necessitam, para chegar ao amadurecimento, de agitações e discussões, a fim de atraírem a atenção das massas. Uma vez despertada a atenção, a beleza e a santidade da moral tocarão os Espíritos, e eles se dedicarão a uma ciência que lhes traz a chave da vida futura e lhe abre a porta da felicidade eterna. Foi Moisés quem abriu o caminho; Jesus continuou a obra; o Espiritismo a concluirá. ESE Cap. I  -  A Nova Era – Um Espírito Israelita

“Este livro representa o testamento doutrinário de Allan Kardec. Reúne os seus derradeiros escritos e as anotações íntimas, destinadas a servir mais tarde para a elaboração da História do Espiritismo que ele não pode realizar. Vemos aqui a sua plena confirmação dos ensinos dados nas obras anteriores e a justificação de muitas de suas atitudes mal compreendidas pelos contemporâneos. Esta obra precisa ser lida com atenção e respeito. Ela nos desvenda os segredos de uma vida missionária. Quanto à grandeza dessa missão basta vermos o que os próprios Espíritos Superiores dizem em suas comunicações aqui reproduzidas. Na mensagem intitulada “Minha Missão”, de 12 de abril de 1860, vemos que os Espíritos sábios ficarão felizes de poder assisti-lo, e mais: quantos entre eles desejariam cumprir a sombra dessa missão!”    J. Herculano Pires – Obras Póstumas – Notícias Sobre o Livro – Editora Lake

“É PRECISO PROPAGAR A MORAL E A VERDADE”    MUMS

A geração que desaparece levará com ela seus preconceitos e seus erros; a geração que se eleva, embebida numa fonte mais purificada, imbuída de ideias mais sadias, imprimirá ao mundo o movimento ascensional no sentido do progresso moral, que deve assinalar a nova fase da humanidade.   Allan Kardec – A Genes – Cap. XVIII item 20 – Sinais dos Tempos

Devemos fazer observar que só os Espíritos chegados a um grau muito alto de perfeição estão aptos, para julgar as coisas de maneira completamente sadia; que, até lá, qualquer que seja o desenvolvimento de sua inteligência, e mesmo de sua moralidade, podem estar mais ou menos imbuídos de suas ideias terrestres, e ver as coisas do seu ponto de vista pessoal, o que explica as contradições que se encontram, frequentemente, em suas apreciações. [...] só os Espíritos perfeitos podem produzir coisas perfeitas [...]   Allan Kardec – RE /1861 Meditações Filosóficas e Religiosas


1019. O reino do bem poderá um dia realizar-se na Terra?
— O bem reinará na Terra quando entre os Espíritos que a vêm habitar os bons superarem os maus. Então eles farão reinar o amor e a justiça, que são fonte do bem e da felicidade. É pelo progresso moral e pela prática das leis de Deus que o homem atrairá para a Terra os bons Espíritos e afastará os maus. Mas os maus só a deixarão quando o homem tiver banido daqui o orgulho e o egoísmo.
A transformação da Humanidade foi predita e chegais a esse momento em que todos os homens progressistas estão se apressando. Ela se realizará pela encarnação de Espíritos melhores que constituirão sobre a Terra uma nova geração. Então os Espíritos dos maus, que a morte ceifa diariamente, e todos os que tendem a deter a marcha das coisas serão excluídos, porque estariam deslocados entre os homens de bem, cuja felicidade perturbariam. Irão para mundos novos, menos adiantados, cumprir missões penosas, nas quais poderão trabalhar pelo seu próprio adiantamento ao mesmo tempo que trabalharão para o adiantamento de seus irmãos ainda mais atrasados. [...]
Vós todos, homens de fé e de boa vontade, trabalhai portanto com zelo e com coragem na grande obra da regeneração, porque colhereis centuplicado o grão que tiverdes semeado. Infelizes dos que fecham os olhos à luz, pois preparam para si mesmos longos séculos de trevas e de decepções. Infelizes dos que colocam todas as suas alegrias nos bens deste mundo, porque sofrerão mais privações que os gozos que tenham tido. Infelizes sobretudo dos egoístas, porque não encontrarão ninguém para os ajudar a carregar o fardo das suas misérias.   São Luís. (J. Herculano Pires – O Espírito e o Tempo – A Filosofia do Espírito – O Homem no Mundo)

Por isso, Kardec, esclareceu, em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, que o princípio religioso da doutrina não era o de salvação pela fé, e nem mesmo pela verdade, mas pela caridade. A fé é sempre interpretada de maneira particular, como a dogmática de determinada igreja a apresenta. A verdade é sempre condicionada às interpretações sectárias. Mas a caridade, no seu mais amplo sentido, como a fórmula do amor ao próximo ensinada pelo Cristo, supera todas as limitações formais. A salvação espírita não está na adesão a princípios e sistemas, mas na prática do amor. José Herculano Pires – O Espírito e o Tempo – Religião Em Espírito e Verdade

“É que os verdadeiros espíritas põem sua satisfação nas alegrias do coração e não nos prazeres ruidosos” Allan Kardec – O Que é o Espiritismo – Biografia de Allan Kardec

“Kardec afirmou, há mais de cem anos, em “O Livro dos Espíritos”, com a serenidade do homem que realmente sabia o que estava escrevendo: “O Espiritismo é a ciência nova que vem revelar aos homens, por meio de provas irrecusáveis, a existência e a natureza do mundo espiritual, bem como as suas relações com o mundo corpóreo.” Vemos isso no item 5º do capítulo 1º do livro citado. E logo mais, no item 8º, acentuou: “A Ciência e a Religião são as duas alavancas da inteligência, humana. “Uma revela as leis do mundo material, e a outra a do mundo moral, tendo, no entanto, umas e outras, o mesmo principio: Deus; razão porque não podem contradizer-se.” José Herculano Pires – O Espírito e o Tempo – A Ciência Admirável – pág. 142

“Aos espíritas, portanto, muito será pedido, porque muito receberam, mas também aos que souberam aproveitar os ensinamentos, muito lhes será dado.” Allan Kardec - ESE - Cap. XXVIII - A Quem Muito Foi Dado, Muito Será Pedido

“A grande batalha do Espiritismo contra os preconceitos tem de ser travada, portanto, em primeiro lugar, dentro do próprio movimento espírita. Antes de se defender contra a reação natural do mundo moderno aos seus princípios renovadores, o Espiritismo precisa enfrentar essa defesa no âmbito interno do movimento doutrinário, procurando elevar os seus adeptos à verdadeira compreensão da doutrina. É imprescindível que os oradores e conferencistas espíritas procurem insistir nesse ponto, mostrando aos adeptos a grandeza da doutrina, a fim de que ela não continue a se confundir com as formações sectárias. Não interessa ao Espiritismo a luta religiosa. O que interessa é o alargamento da compreensão religiosa do homem, a superação do sectarismo.” [...] “O fundamental, portanto, é o trabalho interno, é o esclarecimento constante do próprio movimento espírita. Empenhemos, nesse sentido, todas as nossas forças e estejamos tranquilos quanto ao futuro, que, como dizia Bozzano, pertence ao Espiritismo.”  J. Herculano Pires – O Infinito e o Finito – pág. 43]

O grande trabalho do Espiritismo no mundo é mostrar aos homens a realidade da sobrevivência, a finalidade evolutiva da vida terrena e a necessidade de orientação evangélica do indivíduo e da sociedade. A sobrevivência, ao mesmo tempo em que liberta o homem do terror da morte, sobrecarrega-o de responsabilidades morais. A compreensão de seu destino evolutivo, alargando- lhe os horizontes mentais, aprofunda-lhe o senso dessas responsabilidades. E o Evangelho então lhe aparece na sua verdadeira significação de código divino, para orientação das criaturas terrenas em direção ao céu.
J. Herculano Pires – O Infinito e o Finito – Novos Caminhos que se Abrem Para a Compreensão Humana.

“Um erro bastante frequente, nos novos adeptos, é o de se crer tornarem-se mestres depois de alguns meses de estudo. O Espiritismo é uma ciência imensa, como sabeis, e cuja experiência não pode se adquirir senão com o tempo, nisso como em todas as coisas. Há nessa pretensão, de não ter mais necessidade de conselhos de outrem e de se crer acima de todos, uma prova de insuficiência, uma vez que falta a um dos primeiros preceitos da Doutrina: a modéstia e a humildade. Quando os Espíritos maus encontram semelhantes disposições num indivíduo, não deixam de superexcitá-los e entretê-los, persuadindo-os de que só eles possuem a verdade. É um dos escolhos que se podem encontrar, e contra o qual acreditei dever vos prevenir, acrescentando que não basta mais se dizer Espírita como se dizer cristão: é preciso prová-lo pela prática.” Allan Kardec – Revista Espírita – Out/1861 – Discurso na Cidade de Bordeaux
“Se os espíritas soubessem o que é o Centro Espírita, quais são realmente a sua função e a sua significação, o Espiritismo seria hoje o mais importante movimento cultural e espiritual da Terra. Temos no Brasil – isso é um consenso universal – o maior, mais puro e produtivo movimento espírita do planeta. A expansão do Espiritismo em nossa terra é incessante e prossegue em ritmo acelerado. Mas o que fazemos, em todo esse vasto continente espírita, é um esforço imenso de igrejificar o Espiritismo, de emparelhá-lo com as religiões decadentes e ultrapassadas, formando por toda parte núcleos místicos, desligados da realidade imediata”  José Herculano Pires – O Centro Espírita – Ed. Paideia

“O Cristo foi o iniciador da mais pura moral, a mais sublime: a moral evangélica, cristã, que deve renovar o mundo, aproximar os homens e torná-los fraternos; que deve fazer jorrar de todos os corações humanos a caridade e o amor do próximo, e criar entre todos os homens uma solidariedade comum. Uma moral, enfim, que deve transformar a Terra, fazê-la morada de Espíritos superiores aos que hoje a habitam. É a lei do progresso, a que a natureza está sujeita, que se cumpre, e o Espiritismo é a alavanca de que Deus se serve para elevar a humanidade. Um Espírito Israelita - O Evangelho Segundo O Espiritismo

“O Espiritismo é uma alavanca que afasta as barreiras da cegueira.” – Jean Jacques Rousseau – Revista Espírita

“O Espiritismo é a alavanca de que Deus se serve para elevar a humanidade.” Um Espírito Israelita - O Evangelho Segundo O Espiritismo

Todos os golpes desferidos contra o Espiritismo são tão inúteis como os que foram desferidos no passado contra o Cristianismo. A força do Espiritismo é a da própria vida à procura de nova forma, mais adequada à manifestação de seus novos desenvolvimentos. Pouco importa que sua posição seja marginal, na cultura moderna. Também os estóicos e epicuristas, os rabinos de Jerusalém e os sábios de Roma e de Atenas consideravam marginal e supersticioso o Cristianismo. As lições da história deviam servir para alertar os espíritos mais arejados, chamando-lhes a atenção para afirmações como a de sir Oliver Lodge, o grande sábio inglês, para quem o Espiritismo “é uma nova revolução copérnica”.  José Herculano Pires – O Infinito e o Finito – Sucedem-se as Civilizações no Processo da Evolução Terrena

“O Espiritismo é uma nova revolução copérnica” – Sir Oliver Lodge

"Não é fazendo de conta que tudo é bem que iremos cobrir os vazios do mal em luzes do bem... " Marisa Cenizio

“Os Espíritos superiores que nos assistem nos dão, a esse respeito, o preceito e o exemplo; seria indigno de uma doutrina que não prega senão o amor e a benevolência abaixar-se até a arena do personalismo; deixemos esse papel àqueles que não a compreendem. Nada nos fará, pois, desvia da linha que seguimos, da calma e do sangue frio, que não cessaremos de considerar no exame racional de todas as questões, sabendo que por aí fazemos mais partidários sérios do Espiritismo que pelo amargor e pela acrimônia.” – Allan Kardec – Revista Espírita 1858 – Conclusão.

Deus não nos criou para perdição, mas para o desenvolvimento das nossas possibilidades divinas. O simbólico pagamento das dívidas do passado não é mais do que a reparação necessária dos nossos erros, por mais graves que sejam, para que possamos continuar na administração da nossa herança divina.”   J. Herculano Pires – Concepção Existencial de Deus

O Cristo foi o iniciador da mais pura moral, a mais sublime: a moral evangélica, cristã, que deve renovar o mundo, aproximar os homens e torná-los fraternos; que deve fazer jorrar de todos os corações humanos a caridade e o amor do próximo, e criar entre todos os homens uma solidariedade comum. Uma moral, enfim, que deve transformar a Terra, fazê-la morada de Espíritos superiores aos que hoje a habitam. É a lei do progresso, a que a natureza está sujeita que se cumpre, e o Espiritismo é a alavanca de que Deus se serve para elevar a humanidade.  São chegados os tempos em que suas ideias morais devem desenvolver-se, para que se realizem os progressos que estão nos desígnios de Deus. Elas devem seguir o mesmo roteiro que as ideias de liberdade seguiram, como suas precursoras. Mas não se pense que esse desenvolvimento se fará sem lutas. Não, porque elas necessitam, para chegar ao amadurecimento, de agitações e discussões, a fim de atraírem a atenção das massas. Uma vez despertada a atenção, a beleza e a santidade da moral tocarão os Espíritos, e eles se dedicarão a uma ciência que lhes traz a chave da vida futura e lhe abre a porta da felicidade eterna. Foi Moisés quem abriu o caminho; Jesus continuou a obra; o Espiritismo a concluirá. ESE – Cap. I – Um Espírito Israelita

“O Espiritismo fez derrocar o império do maravilhoso e do sobrenatural e, consequentemente, a fonte da maior parte das superstições. Se faz crer na possibilidade de certas coisas consideradas por alguns como quiméricas, também impede que se creia em muitas outras cuja impossibilidade e insensatez ele demonstra.” Allan Kardec – A Gênese – Caracteres da Revelação Espírita – item 40.

"Se há coisa que sempre nos garantirá o céu, são os atos de caridade e de generosidade com que tivermos preenchido a nossa existência."  - Madre Teresa de Calcutá

Pelo Espiritismo, o homem sabe de onde vem e para onde vai, porque está na Terra, porque sofre temporariamente e vê por toda parte a justiça de Deus.  Sabe que a alma progride sem cessar, através de uma série de existências sucessivas, até atingir o grau de perfeição que pode aproximá-la de Deus.  Sabe que todas as almas, tendo um mesmo ponto de origem, são criadas iguais, com a mesma aptidão para progredir, em virtude do seu livre-arbítrio; que todas são da mesma essência e que não há entre elas senão a diferença quanto ao progresso realizado; que todas têm o mesmo destino e atingirão o mesmo alvo, mais ou menos rapidamente, segundo seus trabalhos e sua boa vontade.   Allan Kardec – A Gênese – Caracteres da Revelação Espírita – item 30.

16. Do mesmo modo que a ciência propriamente dita tem por objeto o estudo das leis do princípio material, o objeto especial do Espiritismo é o conhecimento das leis do princípio espiritual; ora, como esse último é uma das forças da Natureza que reage incessantemente sobre o princípio material e reciprocamente, disto resulta que o conhecimento de um não pode ser completo sem o conhecimento do outro. O Espiritismo e a ciência se completam um pelo outro; a ciência, sem o Espiritismo, se acha impossibilitada de explicar certos fenômenos, unicamente pelas leis da matéria; o Espiritismo, sem a ciência, ficaria sem apoio e exame. O estudo das leis materiais deveria preceder o da espiritualidade, porque é a matéria que primeiramente fere os sentidos. Se o Espiritismo tivesse aparecido antes das descobertas científicas, teria abortado, como tudo quanto vem antes do tempo. Allan Kardec – A Gênese – Caracteres da Revelação Espírita – item 16.

“Ajuntemos ainda esta consideração, que jamais se deve perder de vista: entre os Espíritos, como entre os homens, há os que são muito ignorantes, e nunca será demais estarmos prevenidos contra a tendência a crer que eles tudo sabem, por serem Espíritos.”  Allan Kardec – Livro dos Espíritos – Escala Espírita – item 100

“É rigorosamente exato, portanto, dizer que o Espiritismo é uma ciência da observação e não o produto da imaginação. As ciências não fizeram progressos sérios senão depois que os seus estudos se basearam no método experimental; mas, acreditava-se que esse método não poderia ser aplicado senão à matéria ao passo que o é igualmente às coisas metafísicas.” Allan Kardec – A Gênese – Caracteres da Revelação Espírita – item 14.

“O Espiritismo, demonstrando a existência do mundo espiritual e suas relações com o mundo material, nos dá a chave de uma multidão de fenômenos incompreendidos e considerados, por isso mesmo, inadmissíveis por uma certa classe de pensadores. Esses fatos são abundantes nas Escrituras e é pela falta de conhecimento das leis que os regem, que os comentadores dos dois campos opostos, movendo-se sem cessar no mesmo ciclo de idéias, uns fazendo abstração dos dados positivos da Ciência, os outros, do princípio espiritual, não puderam atingir uma solução racional.” Allan Kardec – A Gênese – Introdução

“A leitura e o estudo de A Gênese são de importância fundamental para a compreensão do Espiritismo. Neste livro Kardec deixa o campo exclusivamente doutrinário para a faixa de relações da Ciência com as demais Ciências, revelando de maneira prática as contribuições do Espiritismo para o desdobramento da nossa cultura.” J. Herculano Pires – A Gênese – Notícias Sobre o Livro – Lake Editora.

“Não há nenhuma afirmação dogmática ou exposição de coisas fantásticas nas páginas deste livro (A Gênese). O que há é raciocínio, proposições lógicas induzidas da natureza e coincidência dos fenômenos, hipóteses corajosas que as ciências confirmaram e que já são realidades científicas, explicação de leis físicas, mentais e psíquicas descobertas na pesquisa espírita de fenômenos concretos e uma visão no campo místico dos milagres do fenomenismo paranormal. Essa objetividade do Espiritismo, que não caracteriza apenas a Ciência Espírita propriamente dita, mas também a Filosofia e a Religião Espíritas, reflete-se naturalmente nestas páginas, dando ao leitor uma ideia geral dos seus processos de investigação da realidade em que vivemos.” J. Herculano Pires – A Gênese – Notícias Sobre o Livro – Lake Editora.

“É, pois, necessário distinguir as comunicações verdadeiramente sérias das comunicações falsamente sérias, o que nem sempre é fácil, porque é graças à própria gravidade da linguagem que certos Espíritos presunçosos ou pseudo-sábios tentam impor as ideias mais falsas e os sistemas mais absurdos. E para se fazerem mais aceitos e se darem maior importância, eles não têm escrúpulo de se adornar com os nomes mais respeitáveis e mesmo os mais venerados.” Allan Kardec – LM – Cap. X item 136


“Nada se modifica em nós, mas iluminamo-nos por dentro. E se mantivermos a nossa vigilância na intenção verdadeira de acertar, facilmente veremos o que nos convém e o que não nos convém. Poderemos então repetir com Paulo: Tudo me é lícito, mas nem tudo me convém.         E seguindo assim o caminho que a prudência esclarecida nos indica, tudo modificaremos para melhor em nós mesmos, tornando-nos aptos a auxiliar os outros a se melhorarem.”  J. Herculano Pires – Agonia das Religiões – Cap. IV - Experiência no Tempo

“O homem, espírito encarnado -- envolto na neblina da carne, como ensina Emmanuel - está sempre e inevitavelmente propenso a reincidir em seus erros do passado. À volta às condições da vida material o coloca de novo ante a possibilidade de desfrutar as oportunidades que lhe foram úteis ou agradáveis no passado. As ilusões renascem no seu coração humano. As perspectivas espirituais se perdem no nevoeiro. Nas religiões formalistas esse apelo do passado adquire muito mais força.” J. Herculano Pires – Agonia das Religiões – Cap. IV - Experiência no Tempo

22.Admitidas a existência, a sobrevivência e a individualidade da alma, o Espiritismo reduz-se a esta questão principal: São possíveis as comunicações entre as almas e os vivos?
A experiência provou essa possibilidade. Estabelecidas como fatos as relações entre o mundo visível e o invisível, conhecidas a natureza, a causa e a maneira porque se dão essas relações. Temos um novo campo aberto à observação e a chave de grande número de problemas, ao mesmo tempo que um poderoso elemento moralizador, resultante da eliminação da dúvida relativa ao futuro.
O que é o Espiritismo – Comunicação Com o Mundo Invisível

“Quem procura convicção deve encontrar, antes de tudo, elementos sinceros” – Allan Kardec – O Que é o Espiritismo – Médiuns Interesseiros.

[...] Kardec afirmou: “Só podemos ter fé naquilo que conhecemos.” Ciência Espírita e Suas Implicações Terapêuticas – pág. 92, José Herculano Pires – Edições USE

“O Espiritismo é uma doutrina de bom-senso, de equilíbrio, de esclarecimento positivo dos problemas espirituais, e não de hipóteses sem base ou de suposições imaginosas.  As linhas seguras da doutrina estão na codificação kardeciana.”   J. Herculano Pires – O Infinito e o Finito – Cuidado dos Dirigentes de Centros

[...] “Ora, o que preceitua a moral? Amai-vos uns aos outros; perdoai os vossos inimigos; retribuí o bem ao mal; não tenhais ira, nem rancor; nem animosidade, nem inveja, nem ciúme; sede severos para convosco mesmos e indulgentes para com os outros. Tais devem ser os sentimentos do verdadeiro Espírita, daquele que se atém ao fundo e não a forma, do que coloca o espírito acima da matéria.” [...]   Revista Espírita – Abril/1860 – Conselhos
“Os Espíritos admitem, geralmente, três categorias principais ou três grandes divisões. Na última, aquela que se encontra na base da escala, estão os Espíritos imperfeitos, caracterizados pela predominância da matéria sobre o espírito e pela propensão ao mal. Os da segunda se caracterizam pela predominância do espírito sobre a matéria e pelo desejo de praticar o bem: são os Espíritos bons. A primeira, enfim, compreende os Espíritos puros, que atingiram o supremo grau de perfeição.”  Allan Kardec – LE – Segunda Parte – Cap. I - item VI

“O que eleva é somente a humildade: ela é a única grandeza que Deus reconhece”  São Luiz – LM cap. 31 – Dissertações Espíritas –item 19

“Uma outra objeção mais séria é esta: Se o Espiritismo produz todos estes resultados, os espíritas devem ser os primeiros a dele se aproveitarem. A abnegação, o devotamento desinteressado, a indulgência para com o próximo, a abstenção absoluta de toda palavra ou de todo ato que possam feri os outros, e em uma palavra, a caridade em sua mais pura acepção, devem ser a regra invariável de sua conduta. Não devem conhecer nem o orgulho, nem o ciúme, nem a inveja, nem o rancor, nem as tolas vaidade, nem as pueris susceptibilidades do amor próprio. Devem pratica o bem pelo bem, com modéstia e sem ostentação, praticando esta máxima do Cristo: “Que vossa mão esquerda não saiba o que dá a vossa mão direita.” [...]  Enfim, a mais perfeita harmonia deve reinar entre eles. Por que, então, citam-se exemplos que parecem contradizer a eficácia dessas belas máximas?  - Allan Kardec – Viagem Espírita em 1862 – pág. 90; 91.

“Não amontoeis tesouros na Terra, pois são perecíveis, mas amontoai-os no Céu, onde são eternos.” Em outras palavras: não deis mais importância aos bens materiais do que aos espirituais, e aprendei a sacrificar os primeiros em favor dos segundos. Não é através de leis que se decretam a caridade e a fraternidade. Se elas não estiverem no coração, o egoísmo as asfixiará sempre. Fazê-las ali penetrar, é a tarefa do Espiritismo.   Allan Kardec – ESE Cap. XXV – item 8 – Buscai e Achareis.

“O Espiritismo experimental está cercado de muito mais dificuldades do que se crê geralmente, e os escolhos que aí se encontram são numerosos; é o que causa tantas decepções entre aqueles que dele se ocupam sem terem a experiência e os conhecimentos necessários. [...] Os inconvenientes nascem, quase sempre, da leviandade com que se trata uma questão tão séria. - Allan Kardec  Revista Espírita Jan/1861 O Livro dos Médiuns

“O Espiritismo é uma ciência da qual imperfeitamente conhecemos o A B C.” - Camille Flamarion

“A fé cega é como um farol cujo vermelho clarão não pode transpassar o nevoeiro.” Leon Denis

“A fé inabalável é somente aquela que pode encarar a razão face a face em todas as épocas da humanidade.” Allan Kardec
“Quando era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas logo cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.” Paulo de Tarso aos Coríntios, 1a, cap. 13 v. 11

“Deus existe, mas não para satisfazer os nossos caprichos e desejos. Somos nós que existimos para cumprir a sua vontade.” Leon Tolstoi.

“O único remédio para o mal, é concentrar a atenção sobre um outro pondo e desenraizá-lo, por assim dizer, a fim de que, desta forma, todos os hábitos a ele inerentes seja modificados. O Espiritismo, provando de maneira patente a existência de um mundo invisível, leva forçosamente, a uma ordem de ideias bem diversa, pois que dilata o horizonte moral limitado à Terra. A importância da vida corporal diminui à medida em que cresce a da vida espiritual.”  Allan Kardec - Viagem Espírita em 1862 – pág. 88

“O mal, - as ações condenáveis, deixam nódoas na alma que o simples arrependimento não apaga.”   Livro: Espiritismo e Protestantismo de Cairbar Schutel - Cap. IV – Perdão e Redenção – Casa Editora O Clarim

“Se o Espiritismo é uma verdade, se ele deve regenerar o mundo, é porque tem por base a caridade. Ele não vem derrubar qualquer culto nem estabelecer um novo. Ele proclama a prova verdades comuns a todos, base de todas as religiões, sem se preocupar com particularidades. Não vem destruir senão uma coisa: o materialismo, que é a negação de toda religião! Não vem por abaixo senão um templo; o do orgulho e do egoísmo! Vem, entretanto, dar uma sanção prática a estas palavras de Cristo, que são toda a sua lei: Amai o vosso próximo como a vós mesmos.” Allan Kardec - Viagem Espírita em 1862 – Terceiro Discurso – Editora Casa O Clarim

“Sem a caridade, não há instituição humana estável. E não pode haver caridade nem fraternidade, na verdadeira acepção do termo, sem a crença. Aplicai-vos, pois, a desenvolver sentimentos que, em se afirmando, destruirão o egoísmo que vos destrói. Quando a caridade tiver penetrado as massas, quando se tiver transformado na fé, na religião da maioria, então vossas instituições se tornarão melhores pela força mesma dos coisas. Os abusos, nascidos do personalismo exacerbado, desaparecerão. Ensinai, pois, a caridade e sobretudo, pregai pelo exemplo: é a âncora da salvação da sociedade. Só ela pode realizar o reino do Bem na Terra, pois o reino do Bem é o reino de Deus.”  Allan Kardec - Livro Viagem Espírita em 1862 – Terceiro Discurso – Editora Casa O Clarim
“Deus usa o mal que nós geramos para promover o bem que precisamos.” – Leila Henriques

Diz Kardec: “A fé inabalável é somente aquela que pode encarar a razão face a face em todas as épocas da humanidade.”  Comenta Cairbar Schutel: “É a esta que damos o nome de fé raciocinada, única que não tolhe o nosso livre arbítrio e se apoia nos fatos e na lógica, fazendo desaparecer a dúvida e trazendo-nos a certeza pela compreensão daquilo que estudamos ou observamos. A fé cega, só poderá produzir fanáticos, supersticiosos, mas nunca crentes sinceros e devotados. O apóstolo dos gentios nos ensina a adquirir a fé pelo desenvolvimento das faculdades intelectuais.” [...]    Cairbar Schutel



[...] “Sócrates, apesar de feio e desajeitado, sem a elegância pedante dos sofistas, tornou-se o maior sábio da Grécia. Quando o Deus Apolo, no seu Oráculo de Delfus, revelou isso a um parente do filósofo, Sócrates achou que a honraria era demasiada para ele. Mas com já tivera provas de que Apolo não mentia, resolveu ciscar as palhas da sabedoria ateniense... Então reconheceu a razão de Apolo e disse ao parente: “Apolo tem razão, sou o maior dos sábios gregos porque sou o único entre eles que sabe que nada sabe”.  José Herculano Pires – Livro: O Mistério do Ser ante a Dor e a Morte




O Espiritismo tem como princípios básicos:
1. A Crença em Deus,  definido como “inteligência suprema, causa primária de todas as coisas”;
2. A Evolução ou progresso dos seres e dos mundos;
3. A Reencarnação, permitindo a evolução, através de várias oportunidades de renascimento na carne e decifrando todos os enigmas, refletindo a justiça de um Pai que é AMOR;
4. A Sobrevivência do Espírito, imortal, preexistindo ao corpo físico e sobrevivendo ao mesmo;
5. A Comunicação entre o Mundo Espiritual e o Físico, estudando as leis que regem esse intercâmbio e proporcionando o recebimento de ensinos por parte dos Espíritos Superiores, como também, o consolo para os que ficaram na Terra, chorando a perda de seus entes queridos.
6.

O espírito dorme no mineral, sonha no vegetal, agita-se no animal e desperta no homem”.  – Leon Denis

“Com efeito, negar a realidade das manifestações seria negar a revelação que é à base de todas as religiões; atribuí-las ao demônio e pretender que o Espírito do mal venha vos confirmar, desenvolver o Evangelho, exortar-vos ao bem, à prática de todas as virtudes, é simples e felizmente provar que ele não existe.”[...] Como é triste, fria e glacial essa doutrina quando nos apresenta todo o resto do universo, antes, durante e após a existência da humanidade terrena, sem vida, sem movimento, como um imenso deserto mergulhado no silêncio! Como é desesperadora ao figurar-nos um pequeno número de eleitos entregues à contemplação perpétua, enquanto a maioria das criaturas é condenada aos sofrimentos sem fim! Como é pungente para os corações amorosos a barreira que ela coloca entre os mortos e os vivos! As almas felizes, dizem, só pensam na sua felicidade e aquelas que são infelizes somente nas suas penas. É de admirar-se que o egoísmo reine sobre a Terra, quando no-lo mostram no próprio céu? Como, pois é estreita a idéia que ela nos oferece da grandeza, do poder e da bondade de Deus!
Mas como é sublime, ao contrário, a que o Espiritismo nos proporciona! Como a sua doutrina engrandece os conceitos, alarga o pensamento! Quem nos diz porém que ela é verdadeira? Primeiramente, a razão, em seguida, a revelação; depois, sua concordância com o desenvolvimento da ciência. Entre duas doutrinas, em que uma diminui e a outra amplia os atributos de Deus; uma está em desacordo e a outra em harmonia com o progresso; uma permanece no passado e a outra marcha para o futuro, o bom senso nos diz de que lado está a verdade. Que diante das duas cada um, no seu foro íntimo consulte as suas aspirações e uma voz interior lhe responderá. As aspirações são a própria voz de Deus que não pode enganar os homens.[...] “Ora, o que preceitua a moral? Amai-vos uns aos outros; perdoai os vossos inimigos; retribuí o bem ao mal; não tenhais ira, nem rancor; nem animosidade, nem inveja, nem ciúme; sede severos para convosco mesmos e indulgentes para com os outros. Tais devem ser os sentimentos do verdadeiro Espírita, daquele que se atém ao fundo e não a forma, do que coloca o espírito acima da matéria.” [...]  Revista Espírita – Abril/1860 – Conselhos   

10 — No intervalo das existências corpóreas o Espírito volta por tempo mais ou menos longo ao mundo espiritual, onde é feliz ou infeliz, segundo o bem ou o mal que tenha praticado. O estado espiritual é a situação normal do Espírito, pois esse deve ser o seu estado definitivo, e porque o corpo espiritual nunca morre. O estado corpóreo é apenas transitório, passageiro. É sobretudo no estado espiritual que ele recolhe os frutos do progresso realizado durante a encarnação. É então que ele também se prepara para novas lutas e toma resoluções que se esforçará para pôr em prática no seu retorno ao seio da humanidade.[...]  O Espiritismo, finalmente, que avança pelo mundo em afora, consolando os aflitos, sustentando a coragem dos abatidos, semeando a esperança onde havia desespero, a confiança no futuro em lugar do medo! [...] O Espiritismo levanta em seu rastro a poeira do orgulho, do egoísmo, da inveja e do ciúme, derrubando à sua passagem a incredulidade, o fanatismo, os preconceitos e conclamando os homens todos a lei do Cristo, isto é, à caridade, à fraternidade. (Livro Viagem Espírita em 1862)

“Uma teoria só pode ser aceita como verdadeira sob a condição de satisfazer à razão e explicar todos os fenômenos que abrange. Se um só fato desmenti-la é que ela não possui a verdade absoluta.” Allan Kardec - Céu e o Inferno Cap. I – item 8.


[...] “Com a Doutrina Espírita, tudo está definido, tudo está claro, tudo fala a razão; em uma palavra, tudo se explica, e aqueles que se aprofundaram em sua essência hauriram uma satisfação interior à qual não querem mais renunciar.” Allan Kardec  (Revista Espírita / Set. 1858)

132. Qual é a finalidade da encarnação dos Espíritos?
— Deus a impõe com o fim de levá-los à perfeição: para uns, é uma expiação; para outros, uma missão. Mas, para chegar a essa perfeição, eles devem sofrer todas as vicissitudes da existência corpórea: nisto é que está a expiação. A encarnação tem ainda outra finalidade, que é a de pôr o Espírito em condições de enfrentar a sua parte na obra da Criação. É para executá-la que ele toma um aparelho em cada mundo, em harmonia com a matéria essencial do mesmo, a fim de nele cumprir, daquele ponto de vista, as ordens de Deus. E dessa maneira, concorrendo para a obra geral, também progredir.    O Livro dos Espíritos – Livro Segundo – Cap. II – Questão 132 - Encarnação dos Espíritos – Finalidade da Encarnação


“A ação dos seres corpóreos é necessária à marcha do Universo. Mas Deus, na sua sabedoria, quis que eles tivessem, nessa mesma ação, um meio de progredir e de se aproximarem dele. É assim que, por uma lei admirável de sua providência, tudo se encadeia, tudo é solidário na Natureza.”  Nota de Allan Kardec

[...] “Sócrates, apesar de feio e desajeitado, sem a elegância pedante dos sofistas, tornou-se o maior sábio da Grécia. Quando o Deus Apolo, no seu Oráculo de Delfus, revelou isso a um parente do filósofo, Sócrates achou que a honraria era demasiada para ele. Mas com já tivera provas de que Apolo não mentia, resolveu ciscar as palhas da sabedoria ateniense... Então reconheceu a razão de Apolo e disse ao parente: “Apolo tem razão, sou o maior dos sábios gregos porque sou o único entre eles que sabe que nada sabe”.   José Herculano Pires – Livro: O Mistério do Ser ante a Dor e a Morte

“[...] que jamais o interesse vos divida, porque o interesse dos bens materiais é a maior barreira entre a Terra e o Céu.” Revista Espírita Out/1859 – Interior de uma Família Espírita

“[...] As próprias obras mediúnicas, psicografadas, que descrevem com excesso de minúcias a vida no plano espiritual devem ser encaradas com reservas pelos espíritas estudiosos. Emmanuel explica, prefaciando um livro de André Luiz, que o autor espiritual se serve de figuras análogas (semelhantes), para explicar fatos e coisas que não poderiam ser explicados de maneira fidedigna em nossa linguagem humana. São perigosas as duas posições extremadas: a dos que não aceitam essas obras como válidas e a dos que pretendem substituir por elas as obras de Kardec. Os princípios da Codificação não podem ser alterados pela obra de um espírito isolado. A Codificação não é obra de vidência, mas de pesquisa científica realizada por Kardec sob orientação dos Espíritos Superiores.
Estamos numa fase de rápidas transformações de conceitos e valores, mas não devemos esquecer que os conceitos e os valores do Espiritismo não se restringem ao momento atual. São conceitos e valores destinados à nossa preparação para o futuro, de maneira que não estão extintos pela ausência do autor.
De tudo isso resulta um acréscimo da responsabilidade espírita para todos os que se deixam levar pela fascinação das novidades. O Espiritismo é um campo de estudos difícil e melindroso, em que não podemos descuidar um só instante da bússola da razão. Ao tratar de assuntos espíritas estamos agindo num campo magnético em que se digladiam as forças do bem e do mal. Nem sempre sabemos distingui-las em segurança e podemos deixar-nos levar por correntes de pensamentos desnorteantes. A vaidade, a pretensão, o orgulho humano sempre vazio e fácil de ser levado pelos ventos da mistificação, o desejo leviano de nos diferenciarmos da maioria, a ambição doentia e tola de nos fantasiarmos de mestres podem levar-nos à traição à verdade. A obra de Kardec é a bússola em que podemos confiar. Ela é a pedra de toque que podemos usar para aferir a legitimidade ou não das pedras aparentemente preciosas que os garimpeiros de novidades nos querem vender. Essa obra repousa na experiência de Kardec e na sabedoria do Espírito da Verdade. Se não confiarmos nela é melhor abandonarmos o Espiritismo. Não há mestres espirituais na Terra nesta hora de provas, que é semelhante à hora de exames numa escola do mundo. Jesus poderia nos responder, diante da nossa busca comodista de novos mestres, como Abraão respondeu ao rico da parábola: “Porque eu deveria mandar-vos novos mestres, se tendes convosco a Codificação e os Evangelhos?”
A mediunidade dinâmica do mediunato exige o nosso esforço contínuo na luta para sustentação da verdade espírita no mundo. Mas ninguém se esquiva sem graves consequências ao dever da vigilância. Os espíritos mistificadores contam apenas com dois pontos de apoio para nos envolverem: a vaidade e a invigilância. É mais fácil a eles se aproximarem de nós e conquistar a nossa atenção, do que aos espíritos esclarecidos que nos socorrem com suas intuições ponderadas. Estamos num mundo de provas e de expiações, somos espíritos em evolução, na maioria repetidores de encarnações fracassadas. Nosso livre-arbítrio não pode ser violado, mas quando aceitamos as mistificações de pretensos reformadores usamos o livre-arbítrio na escolha infeliz que então fizemos. Este é um ponto importante de doutrina em que devemos pensar incessantemente. Nossa responsabilidade no tocante ao mediunato não nos permite leviandade alguma que não tenha um preço a pagarmos no presente ou no futuro. Num ambiente mediúnico dominado pelo desejo de novidades e pela expectativa do maravilhoso, estamos sujeitos sempre a nos embriagar com o vinho das ilusões. O principal dever dos médiuns resume-se em duas palavras: fidelidade e vigilância. Se não formos fiéis à doutrina e não estivermos sempre vigilantes às ciladas das trevas, estaremos sujeitos a seguir o caminho dos falsos profetas da Terra e da erraticidade, que como cegos iremos derrapar no abismo e cairemos nele.   Livro: Mediunidade – Conceituação da Mediunidade e Análise Geral dos seus Problemas Atuais – pág. 27 – Prof. J. Herculano Pires – Editora Paideia

Fora do que pode contribuir para o progresso moral, só incertezas encontram-se nas revelações obtidas dos Espíritos. A primeira consequência desagradável para o que afasta sua faculdade do objetivo providencial é a de ser mistificado pelos Espíritos mentirosos, que pululam em volta dos homens. A segunda é a de cair sob o domínio desses mesmos Espíritos, que com pérfidos conselhos nos podem levar a verdadeiras desgraças materiais. A terceira é a de, finda a vida terrena, perdermos o fruto do conhecimento do Espiritismo.   Allan Kardec - O Que é O Espiritismo – Cap. 2 item 52

[...] Kardec afirmou: “Só podemos ter fé naquilo que conhecemos.” Ciência Espírita e Suas Implicações Terapêuticas – pág. 92, José Herculano Pires – Edições USE

[...] “O Espiritismo é o único campo aberto à busca livre da verdade neste mundo, que continua preferindo as criações ilusórias dos homens à realidade criada por Deus.” Ciência Espírita e Suas Implicações Terapêuticas – pág. 85, Prof. José Herculano Pires – Edições USE

[...]”O Espiritismo requer dos seus adeptos maior afinco nos estudos, na observação e na pesquisa. É de extrema leviandade a atitude de adeptos e contraditores do Espiritismo que pretendem explicar os fenômenos que não conhecem, julgando-se como defensores únicos da verdade e detentores exclusivos do discernimento e do bom senso, dotados de dons especiais para encontrar trapaças em toda parte.” Ciência Espírita e Suas Implicações Terapêuticas – pág. 113, Prof. José Herculano Pires – Edições USE

“Kardec não é dogma, é razão. Temos de nos orientar pela sua obra, porque não existe outra que coloque os problemas cristãos e espíritas com tanta clareza e segurança, sem mistificações e alucinações, impondo-se a todas as mentes racionais e clarividentes que tomaram contato, em todo o mundo, com a obra kardequiana. É ingênuo ou pretensioso, louco ou megalômano todo aquele que se atreve a tocar na obra de Kardec com a intenção estúpida de adaptá-la aos tempos atuais, para que os quais ela foi especialmente elaborada. Essas criaturas insensatas e autoconvencidas de uma lucidez que não possuem, da qual jamais deram a mínima prova, só fizeram até hoje confundir as mentes submissas, acostumadas ao pastoreio clerical. Viciadas a submeter-se aos reformadores providenciais que ensaguentaram a Terra, essas criaturas desviam-se do roteiro cristão e espírita." Ciência Espírita e Suas Implicações Terapêuticas – pág. 123, Prof. José Herculano Pires – Edições USE

“Se nossa fé se afirma, dia a dia, é porque compreendemos; fazei, pois, compreender, se desejais fazer prosélitos sérios. A inteligência das causas tem um outro resultado, que é o de traçar uma linha divisória entre a verdade e a superstição.”  Allan Kardec – Revista Espírita – Agosto/1859 – Pneumatografia ou Escrita Direta

Quem faz, sabendo que faz, é responsável pelo que fez. Quem faz por instinto, automatismo, compulsão inconsciente ou condicionamento social não tem responsabilidade pelo que fez ou pelo menos tem a sua responsabilidade atenuada. Por outro lado, as compulsões determinadas pelo passado nem sempre são fatais, podendo ser atenuadas ou mesmo eliminadas pelo comportamento favorável dos responsáveis na vida atual. [...] Há ainda o problema do fatalismo voluntário, decorrente do pedido de espíritos culpados de passarem pelo que fizeram aos outros. Nesses casos, a consciência pesada do indivíduo ou do grupo só pode aliviar-se com a auto-imolação dos culpados. Com isso desaparece a falsa teoria da Ira de Deus e da vingança divina provinda de épocas de obscurantismo e de concepção extremamente antropomórfica de Deus. A Justiça Divina, segundo a concepção espírita, não é ditada por um tribunal remoto e de tipo humano, mas exclusivamente pela consciência do réu. É ele mesmo quem se condena, no tribunal especial instalado em sua consciência. Por isso, enquanto essa consciência não está suficientemente desenvolvida, a punição tarda, mas quando ela atinge o grau necessário de responsabilidade a punição se manifesta de maneira rigorosa.   J. Herculano Pires “Curso Dinâmico de Espiritismo O Grande Desconhecido

“Um espírita que se sujeita às lições de um mestre pessoal não é um espírita, é um beato seguindo Antonio Conselheiro. O despertar da consciência na experiência é o seu caminho único de progresso. Ele não confia em palavras, mas nos fatos. Não busca a ilusão de uma salvação confessional, mas aprofunda-se no conhecimento doutrinário para saber por si mesmo onde pisa e para onde vai.”  J. Herculano Pires – Curso Dinâmico de Espiritismo – pág. 27

[...] “É com os pés na realidade que o Espiritismo avança em todos os sentidos”.  J. Herculano Pires – Curso Dinâmico de Espiritismo – pág. 29

“O que eleva é somente a humildade: ela é a única grandeza que Deus reconhece”  São Luiz – O Livro dos Médiuns cap. 31 – Dissertações Espíritas – 19

O exemplo oferecido pelos que já viveram, provando que a soma de felicidade futura está na razão do progresso moral realizado e do bem praticado na Terra, e que a soma de sofrimentos está na razão dos vícios e más ações, infunde em todos os que estão convencidos desta verdade uma tendência natural para praticar o bem e fugir do mal.  O Que é o Espiritismo – item 100 – Consequências Decorrentes do Espiritismo

“O Espiritismo tem por fim demonstrar e estudar a manifestação dos Espíritos, suas faculdades, sua situação feliz ou infeliz, seu futuro; em suma, o conhecimento do Mundo Espiritual. Essas manifestações, sendo averiguadas, conduzem à prova irrecusável da existência da alma, de sua sobrevivência ao corpo, de sua individualidade depois da morte, isto é, de sua vida futura; por isso, ele é a negação das doutrinas materialistas, não tanto por meio de raciocínio, mas principalmente por fatos.”   Allan Kardec, O Que é o Espiritismo item 20 – Dos Espíritos

[...] “Com a Doutrina Espírita, tudo está definido, tudo está claro, tudo fala a razão; em uma palavra, tudo se explica, e aqueles que se aprofundaram em sua essência hauriram uma satisfação interior à qual não querem mais renunciar.” Allan Kardec  - Revista Espírita  Set/1858

"A vida de um homem não consiste na abundância das coisas que possui." Jesus - Lucas, 12-1

"Nada nos fará, pois, desviar da linha que seguimos, da calma e do sangue frio, que não cessaremos no exame racional de todas as questões, sabendo que por aí fazemos mais partidários sérios do Espiritismo que pelo amargor e pela acrimônia." – Allan Kardec -  Revista Espírita - Conclusão do ano de 1858

[...] “a vida corpórea não é senão uma curta parada na vida da alma.”  Allan Kardec – Revista Espírita Set/1858

[...] “Com a Doutrina Espírita, tudo está definido, tudo está claro, tudo fala a razão; em uma palavra, tudo se explica, e aqueles que se aprofundaram em sua essência hauriram uma satisfação interior à qual não querem mais renunciar.” Allan Kardec - Revista Espírita Set/1858

(O ESPÍRITISMO) “É a Doutrina de luz que veio para retificar as esperanças da Humanidade em nosso Senhor Jesus Cristo.”  -  Emmanuel

“A Caridade é a alma do Espiritismo: Ela resume todos os deveres do homem para consigo mesmo e para com os seus semelhantes; é porque pode se dizer que não há verdadeiro Espírita sem Caridade.” Allan Kardec - Revista Espírita Set/1858

“O Espiritismo é o Cristianismo apropriado ao desenvolvimento da inteligência e desprendido dos abusos”.  Revista Espírita – Junho-1865  “Nova Tática dos Adversários do Espiritismo

“O Espiritismo é o Cristianismo da idade moderna”. (Revista Espírita – nov. 1863 – S. Luiz – “A Nova Torre de Babel”)

“O Espiritismo não institui nenhuma nova moral; apenas facilita aos homens a inteligência e a prática da do Cristo, facultando fé inabalável e esclarecida aos que duvidam ou vacilam”. O Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. XVII

“O Espiritismo bem compreendido, mas, sobretudo bem sentido, conduz forçosamente aos resultados acima, que caracterizam o verdadeiro espírita, como o verdadeiro cristão, pois um e outro são a mesma coisa. O Espiritismo não cria uma nova moral, mas facilita aos homens a compreensão e a prática da moral do Cristo, ao dar uma fé sólida e esclarecida aos que duvidam ou vacilam”. O Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. XVII - Os Bons Espíritas
“O Espiritismo é a nova ciência que vem revelar aos homens, por meio de provas irrecusáveis, a existência e a natureza do mundo espiritual e suas relações com o mundo material. Ele nos mostra esse mundo, não mais como sobrenatural, mas, pelo contrário, como uma das forças vivas e incessantemente atuantes na natureza, como a fonte de uma infinidade de fenômenos até então incompreendidos, e por essa razão rejeitados para o domínio do fantástico e do maravilhoso. É a essas relações que o Cristo se refere em muitas circunstâncias, e é por isso que muitas coisas que ele disse ficaram ininteligíveis ou foram falsamente interpretadas. O Espiritismo é a chave que nos ajuda a tudo explicar com facilidade”.  O Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. I  Não vim destruir a lei: O Espiritismo


[...] “fazei, pois compreender, se quereis conquistar adeptos. A compreensão das causas tem ainda outro resultado, que é o de estabelecer uma linha divisória entre a verdade e a superstição”  Allan Kardec – O Livro dos Médiuns 2a parte – Cap. XII item 149 –

“É de notar que as grandes renovações sociais jamais chegam bruscamente; como as erupções vulcânicas, são precedidas por sintomas precursores. As ideias novas geminam, fervem em muitas cabeças; a sociedade é agitada por uma espécie de frêmito, que a põe à espera de algo. É nesses momentos que surgem os verdadeiros reformadores, que assim se veem como representantes, não de uma ideia individual, mas de uma ideia coletiva, vaga, à qual o reformador dá forma precisa e concreta e só triunfa porque encontra os espíritos pronto a recebê-la”   Allan Kardec - Revista Espírita - Agosto 1866
“(...) O microscópio nos revelou um mundo dos infinitamente pequenos que não supúnhamos, embora estivesse sob nossos dedos; o telescópio nos revelou a infinidade de mundos celestes, que não supúnhamos, mais, o ESPIRITISMO nos descobre o mundo dos Espíritos que está por toda parte, ao nosso lado como nos espaços; mundo real que reage incessantemente sobre nós.”   Allan Kardec – Revista Espírita – Nov. 1858 “Senhor Adrien, Médium Vidente”

“(...) O ensino dos Espíritos é eminentemente Cristão; apóia-se sobre a imortalidade da alma, as penas e as recompensas futuras, o livre arbítrio do homem, a moral do Cristo; portanto, não é anti-religioso.” Allan Kardec – Revista Espírita – Nov. 1858 “Da Pluralidade das Existências Corpóreas”

“(...) Diremos, entretanto para confortá-los, que a Doutrina Espírita sobre a Reencarnação não é tão terrível como creem, e se tivessem estudado a fundo não estariam tão assustados; saberiam que a condição dessa nova existência depende deles: ela será feliz ou infeliz, segundo o que fizeram neste mundo, e podem desde esta vida ser elevarem tão alto, que não terão mais a temer cair no lamaçal.” Allan Kardec – Revista Espírita – Nov. 1858 “Da Pluralidade das Existências Corpóreas”

“(...) Que procuramos nós todos, em definitivo, nessa questão tão palpitante e tão fecunda do Espiritismo? ESCLARECERMOS-NOS; nós, primeiramente, procuramos a luz, de qualquer parte que ela venha e se emitimos a nossa maneira de ver, isso não é senão uma opinião individual que não pretendemos impor a ninguém; nós a entregamos a discussão, e estamos prontos para renunciá-la se nos for demonstrado que estamos em erro.” Allan Kardec – Revista Espírita – Nov. 1858 “Polêmica Espírita”

“O fim providencial das manifestações é convencer os incrédulos de que para o homem nem tudo acaba com a vida terrena, bem como, dar aos crentes idéias mais exatas sobre a vida futura.”  O Que é o Espiritismo – ap. II – item 50 - Fim Providencial das Manifestações Espíritas

“Esse dom (mediunidade) de Deus não é concedido ao médium para o seu prazer e menos ainda para servir às suas ambições, mas para servir ao seu progresso e para dar a conhecer a verdade aos homens.”  O Livro dos Médiuns item 220 – 2a parte Cap. 17

“A fé cega é como um farol cujo vermelho clarão não pode transpassar o nevoeiro.” Leon Denis

“A fé inabalável é somente aquela que pode encarar a razão face a face em todas as épocas da humanidade.” Allan Kardec

“Quando era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas logo cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.” Paulo de Tarso aos Coríntios, 1a, CAP. 13 v. 11

“Deus existe, mas não para satisfazer os nossos caprichos e desejos. Somos nós que existimos para cumprir a sua vontade.” Leon Tolstoi.

“Tolos não são os que sustentam o que viram, mas os que negam o que não viram.  Mais tolos ainda quando teimam em não ver para não terem de refundir a precariedade de seus conhecimentos.”  J. Herculano Pires – Prefácio do livro: Comunicações Mediúnicas Entre Vivos – Ernesto Bozzano – Ed. Edicel

“A verdadeira Doutrina Espírita está no ensino dado pelos espíritos (...) guiar os homens (...) mostrando-lhes, nesses estudos, um grande e sublime objetivo: o do progresso individual e social, e o de lhes indicar o caminho a seguir para atingi-lo.” O Livro dos Espíritos, Introdução, item 17

“O caso é que o Espiritismo é uma ideia e quando uma ideia caminha, ela derruba todas as barreiras; não se pode detê-la nas fronteiras, como um pacote de mercadoria. Queimam-se livros, mas não se queimam ideias, e suas próprias cinzas, levadas pelo vento, fazem fecundar a terra onde ela deve frutificar.”   Allan Kardec – Viagem Espírita 1862 – pág. 67

[...] “As pessoas que abandonassem o Espiritismo por um simples desapontamento, provariam não o haver compreendido e não se terem apegado ao seu aspecto sério. Deus permite as mistificações para provar a perseverança dos verdadeiros adeptos e punir os que fazem do Espiritismo um simples meio de divertimento.” O Espírito da Verdade – O Livro dos Médiuns  2a parte – item 303 questão 2

“Nosso livre arbítrio cria o nosso determinismo. Se persistirmos no mau caminho, determinamos um mau futuro em más companhias. Se escolhemos o bom e lutarmos contra as nossas más tendências, melhorando-nos, determinaremos a mudança imediata da nossa situação e um futuro melhor, na companhia de Espíritos bons que se afinarão com as nossas decisões. Tudo depende primeiramente de nós.” J. Herculano Pires – O Livro dos Médiuns - Segunda Parte - Cap. 26 item 291

[...] “Não vos esqueçais de que o fim essencial e exclusivo do Espiritismo é a vossa melhora. É para atingi-lo que os Espíritos têm a permissão de vos iniciar na vida futura, oferecendo-vos exemplos que podereis aproveitar. Quanto mais vos identificardes com o mundo que vos espera, menos sofrereis com esse em que estais. Esse é, em suma, o objetivo atual da revelação.”   O Livro dos Médiuns – 2 parte cap. 26 item 292 – Perguntas que se podem fazer

“O grifo é nosso. Algumas traduções não trazem essa frase final. Para algumas pessoas, parece absurdo que o fim atual da revelação seja apenas a nossa melhora pessoal. Mas, basta refletir que sem melhorar o homem não se pode melhorar o mundo, para se compreender que a frase está certa. A finalidade do Espiritismo é a nossa transformação moral.” J. Herculano Pires – O Livro dos Médiuns – item 292 – Nota do Tradutor

“Onde quer que minhas obras penetrem e servem de guia, o Espiritismo é visto sob o seu verdadeiro aspecto, isto é, sob um caráter exclusivamente moral.”   Allan Kardec - Viagem Espírita em 1862 pág. 50

“Jamais se deixar ofuscar pelos nomes usados pelos Espíritos para darem validade às suas palavras. Desconfiar das teorias e sistemas científicos ousados. Enfim, desconfiar de tudo o que se afaste do objetivo MORAL das manifestações. Poderíamos escrever um volume dos mais curiosos com as histórias de todas as mistificações que têm chegado ao nosso conhecimento.”   Allan Kardec - O Livro dos Médiuns  segunda parte  Cap. 27 item 301 – Observação

“A falta de observação desses instruções tem permitido a divulgação e aceitação de numerosas teorias pseudo-científicas em nosso país e em todo mundo, que contribuem para o descrédito do Espiritismo. A vaidade pessoal de médiuns, de estudiosos da Doutrina e até mesmo de intelectuais de valor inegável, estes sempre dispostos a criticar e a superar Kardec, tem levado essas pessoas ao ridículo, inutilizando-as para o verdadeiro trabalho de divulgação e orientação. Essas instruções devem ser lidas e meditadas pelos que desejam realmente servir à causa espírita.   J. Herculano Pires - LM 2 parte cap. 27 item 301 – Observação – Nota do Tradutor

“A verdadeira Doutrina Espírita está no ensinamento dado pelos Espíritos, (...) guiar os homens (...) desejosos de se esclarecerem, mostrando-lhes nestes estudos um objetivo grande e sublime, o do progresso individual e social, e indicando-lhes o caminho a seguir para a sua consecução.”   O Livro dos Espíritos, Introdução – item 27

É, pois, indispensável ao médium que não deseja expor-se a cair no laço, o conhecimento antecipado dos meios de distinguir os bons e maus Espíritos. Não o é menos para o simples observador que pode, por este meio, apreciar o justo valor do que vê e ouve.  O Livro dos Médiuns, Cap. 24
Os bons Espíritos comunicam-se mais ou menos voluntariamente, por tal ou qual médium, conforme a simpatia que sintam por ele. O QUE CONSTITUI A QUALIDADE DO MÉDIUM NÃO É A FACILIDADE EM OBTER COMUNICAÇÕES, E SIM A APTIDÃO PARA RECEBER APENAS AS BOAS, E DE NÃO SE TORNAR JOGUETE DE ESPÍRITOS LEVIANOS E MENTIROSOS.   O Que é o Espiritismo item 80 – cap. 2 Escolhos da Mediunidade

Se o Espiritismo deve, como foi anunciado, realizar a transformação da humanidade, só poderá fazê-lo pelo melhoramento das massas, o qual só se dará gradualmente, pouco a pouco, pelo melhoramento dos indivíduos. Que importa crer na existência dos Espíritos, se essa crença não tornar melhor, mais bondoso e mais indulgente para os seus semelhantes, mais humilde e mais paciente na adversidade aquele que a adotou? De que serve ao avarento ser espírita se continuar sempre avarento; ao orgulhoso, se continuar sempre cheio de si; ao invejoso, se permanecer sempre ciumento? Todos os homens poderiam crer nas manifestações, como vemos, e a humanidade continuar estacionária. Mas não são esses os desígnios de Deus. É com um fim providencial que devem agir todas as sociedades espíritas sérias, agrupando em seu redor todas as que têm os mesmos sentimentos. Então haverá união entre elas, simpatia e fraternidade, e nunca um vão e pueril antagonismo provocado pelo amor-próprio, mais de palavras que de razões. Então elas serão fortes e poderosas, porque apoiadas numa base inabalável: o bem para todos. Então elas serão respeitadas e imporão silêncio às tolas zombarias, porque falarão em nome da moral evangélica respeitada por todos.   O Livro dos Médiuns Capítulo 29 item 350 - Rivalidades Entre as Sociedades

“Ponde a caridade sempre em ação. Não deixeis jamais de praticar essa virtude sublime, bem como a tolerância. Que vossas ações estejam sempre em harmonia com a vossa consciência. É esse um meio certo de centuplicar vossa felicidade nesta vida passageira e de vos preparar uma existência mil vezes suave.” Pascal O Livro dos Médiuns – cap.31 Dissertações Espíritas – 13 – Sobre os Médiuns

Mas entendamos que as almas, em vez de penetrarem ou gozarem em determinado lugar, carregam em seu íntimo a felicidade ou a desgraça, pois a sorte de cada uma depende de sua condição moral, e que a reunião das almas boas e afins é um motivo de felicidade, [...] que os anjos são os mensageiros de Deus, incumbidos de zelar pela execução dos seus desígnios em todo o Universo, sendo felizes com essa missão gloriosa; [...] O Livro dos Médiuns – cap. 1 – Existem Espíritos? – item 2

Meus amigos deixai-me vos dar um conselho, porque estais marchando sobre um terreno novo e se seguirdes o caminho que vos indicamos não vos perdereis. Disseram-vos uma verdade que desejamos lembrar: que o Espiritismo é uma moral e não deve sair dos limites da filosofia se não quiser cair no campo da curiosidade. Deixai de lado as questões científicas. A missão dos Espíritos não é a de resolvê-las, poupando-vos o trabalho das pesquisas. Tratai antes de vos melhorardes, pois é assim que realmente avançareis.    São Luiz - O Livro dos Médiuns Cap. 31 “Sobre as Sociedades Espíritas”- 17


[...] Que o Espírito de caridade vos una, tanto a caridade que dá como a que ama. Sede pacientes com as injúrias dos vossos detratores, sede firmes no bem e sobretudo humildes perante Deus. O que eleva é somente a humildade: ela é a única grandeza que Deus reconhece. [...]  São Luiz - O Livro dos Médiuns Cap. 31 “Sobre as Sociedades Espíritas”- 19

“O Espiritismo é, pois, o mais poderoso auxiliar da religião. Uma vez que isso é, é que Deus o permite, e o permite para reanimar nossas esperanças vacilantes, e nos reconduzir ao caminho de bem pela perspectiva do futuro que nos espera.” Allan Kardec Revista Espírita – Abril/1859  Quadro da Vida Espírita

“Mas se não existe a perdição eterna, existem as formas variáveis da perdição temporal, sempre carregada de sofrimento, desespero e angústia.” - J. Herculano Pires - Vampirismo pág. 32 – Ed. Paidéia

“O vampirismo mais perigoso é o que se passa no plano das ideias. A ligação se estabelece de maneira imperceptível. Pessoas demasiado sensíveis predispostas ao fanatismo em qualquer campo, torna-se presas fáceis de entidades do mesmo tipo, que acabam por levá-las à loucura. Manias, tiques, ojerizas, escrúpulos exagerados e ridículos, às vezes apenas levemente perceptíveis em criaturas humanas, são lentamente levadas ao máximo pela ação vampiresca.” - J. Herculano Pires (Vampirismo pág. 35 – Ed. Paidéia)
“O vampirismo propriamente dito é uma relação negativa, baseada em interesses inferiores de parte a parte.” - J. Herculano Pires - Vampirismo pág. 33 – Ed. Paidéia

“Os recursos espirituais são os passes espíritas, a frequência regular a reuniões mediúnicas, o estudo e a leitura de livros espíritas básicos, a prática da prece individual diária pelo parasitado em favor do parasita ou parasitas.” - J. Herculano Pires (Vampirismo pág. 13 – Ed. Paidéia)
“Kardec já afirmara: “A matéria é o visgo que prende o espírito”. J. Herculano Pires - Vampirismo pág. 51 – Ed. Paidéia

“Meus amigos, agradecei a Deus, que vos permitiu gozar a luz do Espiritismo. Não porque somente os que a possuem possam salvar-se, mas porque, ajudando-vos a melhor compreender os ensinamentos do Cristo, ela vos torna melhores cristãos. Fazei, pois, que ao vos vendo, se possa dizer que o verdadeiro espírita e o verdadeiro cristão são uma e a mesma coisa, porque todos os que praticam a caridade são discípulos de Jesus, qualquer que seja o culto a que pertençam.”   O Evangelho Segundo o Espiritismo - Fora da caridade não há salvação - Paulo - Paris, 1860

“A faculdade mediúnica é um dom de Deus, como todas as outras faculdades que podem ser empregadas no bem e no mal, e das quais é possível abusar.

Tem por finalidade pôr-nos em comunicação direta com as almas dos que viveram, para recebermos seus ensinamentos e nos iniciarmos na vida futura. Assim como a vida nos põe em comunicação com o mundo visível, a mediunidade nos põe em contato com o invisível. Aquele que dela se serve de maneira útil, para o seu adiantamento e o de seus semelhantes, cumpre uma verdadeira missão e por isso receberá a recompensa. Aquele que dela abusa, empregando-a em coisas fúteis ou no seu interesse material, afasta-a de seu fim providencial e, cedo ou tarde, sofrerá o castigo, como aquele que mal emprega toda e qualquer outra faculdade.” "O que é o Espiritismo" ESCOLHOS DA MEDIUNIDADE, item 88

 

Última atualização em Dom, 19 de Janeiro de 2014 18:42